- O Instituto Nacional de Estatística divulga o saldo orçamental de 2025, esperando um excedente superior ao previsto pelo Governo.
- O Governo tinha inscrito no Orçamento do Estado um excedente de 0,3% do PIB, com o ministro das Finanças a considerar a previsão uma “boa surpresa”.
- O economista da Oxford Economics aponta para um excedente de 0,5% do PIB em 2025, com possibilidade de ser ainda mais elevado.
- O excesso resulta de receita fiscal acima do previsto e de despesa abaixo do previsto, incluindo menor despesa com subsídios; o investimento público ficou abaixo do planeado.
- Em contabilidade pública, leituras indicam excedente próximo de 0,4% do PIB para 2025, acima das metas do Governo, com várias entidades a projetarem valores entre 0,1% e 0,4% do PIB.
O Instituto Nacional de Estatística (INE) deve divulgar hoje o saldo orçamental de 2025 em contas nacionais, com a previsão de um excedente superior ao projetado pelo Governo, fixado em 0,3% do PIB. O anúncio acompanha a evolução da contabilidade pública.
O Governo integrou essa previsão no Orçamento do Estado, mas o ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, indicou que o valor final deverá ser uma boa surpresa para o país, com leitura acima do expected.
Para a leitura de peritos, o excedente de 2025 poderá situar-se em 0,5% do PIB, com margem para subir face aos resultados de contabilidade pública, dependendo da evolução da despesa e da receita.
Análises de mercado
O Fórum para a Competitividade destaca que, em 2025, o saldo em contabilidade pública atingiu cerca de 0,4% do PIB, com receita fiscal acima do previsto e despesa abaixo do esperado. Investimento público ficou abaixo do planeado.
A leitura de casa de pesquisa BPI revela que o excedente em contabilidade pública pode rondar 0,4% do PIB, superior a 2024 e acima da previsão do OE2026. Economistas apontam dinamismo fiscal positivo.
Instituições internacionais variam nas perspetivas: Banco de Portugal e Comissão Europeia anteveram saldo nulo; OCDE e Conselho das Finanças Públicas apontam para excedente de 0,1%; FMI estima 0,2% do PIB.
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