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Governo volta a ampliar contratos a prazo e recua com aumento de férias

Governo volta a alargar contratos a prazo para três anos, admite extensões em caso de calamidade e condiciona a jornada contínua a negociação coletiva, rejeitando aumento de férias

As negociações tripartidas sobre o anteprojeto de Rosário Palma Ramalho, que levou à greve geral, não deverão ficar concluídas antes da Páscoa
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  • Governo propõe alargar os contratos a prazo para três anos.
  • Propõe generalizar vínculos temporários em caso de calamidade, conforme a Confederação Empresarial de Portugal (CIP).
  • O aumento de três dias de férias por assiduidade, apresentado à União Geral de Trabalhadores (UGT), fica de fora.
  • A jornada contínua, destinada a permitir aos pais com filhos pequenos saírem mais cedo, passa a depender de negociação coletiva ou acordo do empregador.
  • As mudanças integram as negociações em torno da nova lei laboral em Portugal.

O Governo acabou de apresentar uma nova versão da proposta de lei laboral, com mudanças nos contratos a prazo, na jornada contínua e no regime de férias. As negociações decorrem no âmbito do diálogo entre Estado, empregadores e representantes dos trabalhadores.

A proposta mantém a ampliação dos contratos a prazo para três anos e acolhe a posição da CIP para generalizar estes vínculos temporários em situações de calamidade. A figura da jornada contínua, associada a permitir que pais com filhos possam sair mais cedo, fica dependente de negociação coletiva ou acordo do empregador.

A decisão de não avançar com o aumento de três dias de férias por assiduidade, proposto anteriormente pela UGT em novembro, também consta no texto em análise. O objetivo é alinhar as regras com as prioridades de cada parte envolvida no processo.

Condições da jornada contínua

A jornada contínua poderá avançar apenas mediante acordo do empregador ou acordo coletivo. O modelo proposto pretende equilibrar necessidades empresariais com benefícios para famílias, sem impor limites rigidamente definidos pela lei.

Contexto e próximos passos

As partes seguem estudando as alterações e devem definir, nos próximos contactos, os critérios de aplicação da nova regime. O governo reforça que as mudanças vão depender de acordos formais entre empregadores e trabalhadores.

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