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Escolas podem devolver 480 milhões a Bruxelas por atraso em centros tecnológicos

Anespo pede prorrogação do prazo para 365 centros tecnológicos financiados pelo PRR, para evitar devolver 480 milhões a Bruxelas; cerca de 40% não estarão prontos

Muitas escolas aguardam pela entrega dos equipamentos
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  • A Associação Nacional de Escolas Profissionais (Anespo) pediu ao Governo que prolongue o prazo de conclusão dos 365 centros tecnológicos especializados financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
  • O objetivo é evitar que o país tenha de devolver 480 milhões de euros a Bruxelas.
  • O presidente da Anespo estima que mais de duzentos centros estejam concluídos até 31 de março, o que significa que cerca de quarenta por cento não estarão prontos no prazo.
  • Muitas escolas aguardam a entrega dos equipamentos.
  • A Anespo defende uma extensão de pelo menos dois meses para mitigar o risco financeiro.

A Associação Nacional de Escolas Profissionais (Anespo) pediu ao Governo que prolongue o prazo para concluir os 365 centros tecnológicos especializados financiados pelo PRR, para evitar devolver 480 milhões de euros a Bruxelas. A notícia chega numa posição de alerta sobre o cumprimento de metas do plano.

O presidente da Anespo, Amadeu Dinis, afirma que mais de 200 centros devem estar concluídos a 31 de março, o que significa que cerca de 40% não ficarão prontos até ao final do prazo. A avaliação foi apresentada pela associação.

Muitas escolas aguardam a entrega dos equipamentos, o que aumenta o receio de atrasos. Dinis sublinha a necessidade de uma extensão, de pelo menos dois meses, para evitar a devolução de fundos comunitários.

O que está em jogo

Caso não haja prorrogação, o país pode ter de devolver cerca de 480 milhões de euros a Bruxelas, segundo a Anespo. O Governo ainda não explicou publicamente como vai responder a este risco e quais medidas estão a equacionar para acelerar os projetos.

A Anespo reforça que a prorrogação permitiria terminar obras e entregar equipamentos essenciais às escolas. A organização defende uma solução que preserve o investimento público sem comprometer a continuidade dos CTE.

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