- A Reserva Federal manteve as taxas de juro entre 3,50% e 3,75% pela terceira reunião consecutiva.
- O banco citou maior incerteza associada à guerra no Médio Oriente e indicou que poderá haver cortes de juro nos próximos meses.
- A decisão revelou fortes azares no comité, com três votos contra a perspetiva de cortes futuros e um, Stephen Miran, a defender redução imediata.
- Jerome Powell afirmou que pretende permanecer no conselho de governadores por um período indeterminado, após concluir investigações sobre a renovação do edifício da Fed.
- A inflação está em 3,3% e o desemprego em 4,3%, num quadro de equilíbrio entre apoiar o crescimento e conter os preços.
A Reserva Federal dos EUA manteve estáveis as taxas de juro pela terceira reunião consecutiva, num contexto de maior incerteza ligado ao conflito no Médio Oriente. A meta permanece entre 3,50% e 3,75%.
A decisão ocorre numa altura em que Jerome Powell sinalizou a possibilidade de permanecer no conselho de governadores após o fim do mandato. O banco central indicou ainda que poderá recorrer a cortes no futuro próximo.
Os responsáveis destacaram que a inflação continua elevada, refletindo o aumento recente dos preços da energia a nível mundial, e que a conjuntura externa amplifica a incerteza económica.
Divisões no comitê
A decisão mostrou fortes dissidências, com o maior número de votos contra desde 1992. Três membros opuseram-se à ideia de cortes futuros, enquanto Stephen Miran defendeu uma redução imediata.
Powell afirmou que planeia permanecer no conselho por um período indeterminado, citando ataques jurídicos da administração anterior ao banco central como fator de preocupação. A continuidade impede nomeação rápida de um novo governador.
O cenário económico mantém-se incerto: a inflação está em torno de 3,3%, com energia a puxar para cima. O emprego permanece em 4,3% de desemprego, exigindo equilíbrio entre crescimento e contenção de preços.
Powell adiantou que aguarda o encerramento de uma investigação sobre obras de renovação da sede da Fed, antes de se afastar de forma definitiva. A data de saída ainda não é definida.
O debate sobre política monetária continua aberto, já que o mercado observa eventuais cortes no horizonte, mesmo com a inflação superior à meta de 2%. Analistas avaliam impactos de eventuais mudanças na dinâmica económica.
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