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Morre o primo de Espírito Santo que enfrentou o ‘dono disto tudo’

Morreu José Maria Ricciardi, único Espírito Santo a enfrentar Ricardo Salgado; denunciou irregularidades contábeis e deixou marcas na história do grupo, funeral este sábado

José Maria Ricciardi foi o único dos Espírito Santo que preservou o estatuto de idoneidade. A justiça ilibou-o no caso BES, ainda na fase de inquérito
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  • José Maria Ricciardi, 71 anos, morreu na quarta-feira vítima de doença prolongada; funeral será sábado, às 14h00, na Basílica da Estrela, seguindo para o cemitério do Estoril.
  • Foi o único dos Espírito Santo a enfrentar Ricardo Salgado e a tentar evitar o colapso do Banco Espírito Santo (BES).
  • Em dois mil e doze descobriu que Salgado comprava ações da EDP, influenciando os preços que o banco de investimento propunha aos chineses para a compra da energética.
  • Em dois mil e treze denunciou falhas na contabilidade do grupo ao Conselho Superior do Grupo Espírito Santo (GES), o que quase lhe custou todos os cargos.
  • Em dois mil e quatorze enviou documentos ao Banco de Portugal apontando falsificação de contas; foi visto como traidor pela família, mas foi ilibado na fase de inquérito do BES.

José Maria Ricciardi, o único parente dos Espírito Santo a enfrentar Ricardo Salgado, morreu na quarta-feira aos 71 anos, vítima de doença prolongada. O funeral realiza-se no sábado, com saída da Basílica da Estrela, em Lisboa, em direção ao cemitério do Estoril.

Ricciardi afastou-se do comportamento financeiro do grupo, especialmente em 2012, quando constatou que Salgado comprava ações da EDP, influenciando os preços praticados pelo banco de investimento aos chineses para a compra da energética. O choque entre familiares ficou público na época.

Em 2013, Ricciardi denunciou ao Conselho Superior do GES irregularidades na contabilidade das empresas do grupo, o que gerou controvérsia interna. Ele afirmou ter evitado demissão de todos os cargos por justa causa, caso não tivesse ameaçado expor informações.

No ano seguinte, Ricciardi foi até à residência de Salgado em busca de respostas sobre o futuro do BES Investimento. Segundo o próprio, pediu aumento de capital para o BES Investimento, argumentando que esse seria o caminho para o futuro do GES. De acordo com o jornal Sol, foi ilibado na fase de inquérito no caso BES.

O funeral está marcado para as 14h00 de sábado, na Basílica da Estrela, em Lisboa, com passagem pelo cemitério do Estoril. Fontes próximas indicam que Ricciardi ficou conhecido por ser o único a levantar questões sobre a contabilidade do grupo Espírito Santo e o papel do BES. As informações foram noticiadas por Observador e Sol.

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