- O presidente do Governo Regional dos Açores, José Manuel Bolieiro, afirmou que a região enfrenta uma situação financeira complexa, mas que não está em risco de resgate.
- Garantiu que a gestão das finanças públicas tem sido feita com responsabilidade e sob controlo próprio, apesar do esforço e do stress no setor financeiro.
- O governo regional pretende manter o investimento no setor público empresarial, saúde e educação, mesmo face aos constrangimentos herdados.
- A reestruturação da SATA deverá incluir uma solução concertada com a União Europeia, envolvendo a alienação de parte do capital da Azores Airlines e de outra área do grupo, para assegurar a solvabilidade e a continuidade dos serviços.
- O governante afirmou não ter conhecimento de pagamentos de vencimentos em atraso nas empresas do Estado, reforçando o compromisso com uma recuperação económica estratégica.
José Manuel Bolieiro, presidente do Governo Regional dos Açores, afirmou que a região enfrenta uma situação financeira complexa, mas que não está em risco de resgate. Falou aos jornalistas após uma audiência com o Presidente da República, António José Seguro, no Palácio de Belém, em Lisboa.
O líder do PS-Açores, Francisco César, havia dito numa entrevista que a probabilidade de um resgate financeiro era muito elevada. Bolieiro sustentou, porém, que o Governo Regional está a trabalhar para controlar a situação e manter investimentos no setor público, saúde e educação.
Segundo Bolieiro, o passado financeiro da região trouxe constrangimentos relevantes, incluindo no grupo SATA. A reestruturação prevê uma solução com a União Europeia, envolvendo a alienação de capital social da Azores Airlines e de atividades do grupo, como o handling, para assegurar solvabilidade e continuidade de serviços.
O presidente regional destacou que não tem conhecimento de salários em atraso nas empresas do setor estadual. Submeteu que a gestão é feita com responsabilidade e um foco estratégico no desenvolvimento económico regional.
Já Duarte Freitas, secretário regional das Finanças, afastou a hipótese de resgate, acusando o líder do PS Açores de tentar manchar o nome da região. Freitas reiterou a posição do Governo de manter a linha firme contra interpretações que possam descredibilizar os Açores.
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