Em Alta futeboldesportoPortugalinternacionaisgoverno

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Acordo UE-Austrália desperta críticas de agricultores e legisladores europeus

Acordo UE-Austrália provoca protestos de agricultores e eurodeputados, com críticas à proteção de denominações geográficas e dúvidas sobre salvaguardas diante de quotas

Agricultores protestam contra o acordo comercial entre a UE e a América do Sul no âmbito do Mercosul, que receiam ameaçar os seus meios de subsistência, na terça-feira, 13 de janeiro de 2026, em Paris.
0:00
Carregando...
0:00
  • O acordo comercial entre a União Europeia e a Austrália recebe críticas de agricultores e deputados europeus, que dizem abrir portas a importações adicionais de produtos sensíveis, para além das já previstas com o Mercosul.
  • O Copa-Cogeca considera as concessões inaceitáveis e aponta a necessidade de salvaguardas eficazes; o acordo estabelece quotas para carne bovina (30.600 toneladas por ano, faseadas em dez anos), carne de ovino (25.000 t/ano em sete anos), açúcar (35.000 t) e arroz (8.500 t, faseadas em cinco anos).
  • Estas quotas somam-se às já em vigor para os países do Mercosul, incluindo 99.000 t de carne de bovino e quotas de açúcar existentes com Brasil e Paraguai.
  • O mecanismo de salvaguarda permite medidas temporárias nos primeiros sete anos, mas críticos dizem que é apenas uma ferramenta de comunicação e pode ser acionado com atraso em caso de crise de mercado.
  • Existem preocupações sobre a proteção das denominações geográficas; casos como Prosecco e queijos como Feta e Gruyère levantam dúvidas, com debates sobre o uso por produtores australianos e potenciais impactos no setor vitivinícola italiano.

O acordo comercial entre a União Europeia (UE) e a Austrália gerou críticas de agricultores e de deputados europeus. A contestação centra-se nas concessões da UE, que podem abrir portas a novas importações de produtos sensíveis. A discussão ocorre no contexto pós-Mercosul.

O Copa-Cogeca, grupo de pressão dos agricultores da UE, considera as concessões inaceitáveis e afirma que não protegem suficientemente os agricultores europeus. O organismo aponta o impacto cumulativo de acordos comerciais como fator agravante.

O acordo prevê quotas para carne bovina, carne ovina, açúcar e arroz, com fases de entrada ao longo de 5 a 10 anos. As quotas já existem para Mercosul, elevando preocupações sobre o peso total das importações.

Repercussões políticas e salvaguardas

Antes da ratificação, o acordo precisa de aprovação dos Estados-Membros e do Parlamento Europeu, que já questionou legalidade de acordos anteriores com o Mercosul. Alguns eurodeputados manifestaram reservas quanto à forma de negociação.

Alguns críticos apontam que as salvaguardas previstas são limitadas. O mecanismo de proteção pode exigir medidas temporárias em caso de perturbação no mercado, mas é considerado por alguns como lento a ativar.

A proteção de Denominações Geográficas (IG) também está em debate. Graças ao acordo, 165 IG agro-alimentares e 231 IG de bebidas ficam protegidas, mas há exceções para certos queijos utilizados de boa fé há anos. O caso do Prosecco é uma das fontes de tensão.

Este entendimento está a suscitar reações entre os produtores italianos, que veem riscos para o setor vitivinícola local. A negociação envolve ainda a possibilidade de manter o uso de certas denominações em importações específicas durante um período transitório.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais