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Empresa portuguesa vandalizada em Moçambique encerra atividades

Dimatel encerra atividades em Maputo após vandalismo durante protestos pós-eleitorais, deixando mais de 30 trabalhadores desempregados

Tiros e caos em bairro periférico de Maputo em protestos por disparos contra caravana de Mondlane
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  • A Dimatel, empresa portuguesa de distribuição de material elétrico, encerra as atividades em Maputo no dia 31 de março de 2026, colocando pelo menos 30 trabalhadores no desemprego.
  • A empresa está em Maputo há dezoito a dezenove anos e decidiu fechar devido a fatores adversos de 2025, incluindo instabilidade social e vandalismo.
  • As instalações foram vandalizadas e pilhadas durante os protestos pós-eleitorais de Moçambique, com pelo menos duas pessoas a morrer no interior do armazém.
  • Os administradores chegaram a dormir nas instalações durante os protestos de novembro de 2024 e janeiro de 2025, que coincidiram com a tomada de posse de Daniel Chapo.
  • A gestão aponta ainda dificuldades na importação de mercadorias e escassez de divisas como parte das razões para o encerramento definitivo.

A empresa Dimatel, distribuidora de material elétrico com origem portuguesa, encerra atividades em Maputo. A decisão foi comunicada aos clientes e fornecedores, com efeito a partir de 31 de março de 2026. A loja não deverá manter funções a partir de essa data, deixando cerca de 30 trabalhadores sem ocupação.

A Dimatel está em Moçambique há 19 anos e acabou por enfrentar uma série de eventos adversos ao longo de 2025. A empresa descreve instabilidade social, repetidos saques e dificuldades na importação, aliadas à escassez de divisas, como razões centrais para o encerramento definitivo.

Contexto das manifestações e impactos econômicos

Os acontecimentos pós-eleitorais de 9 de outubro de 2024 desencadearam protestos que se estenderam até 2025, com acusações de violência e mortes durante confrontos com a polícia. Houve danos em várias infraestruturas, incluindo armazéns e escritórios, em várias regiões do país.

A Direção da Dimatel refere que as agressões contribuíram para a morosidade logística e para a inviabilidade económica da empresa. Em carta pública, a administração agradece as relações de colaboração estabelecidas ao longo dos anos.

Situação laboral e próximos passos

Segundo a empresa, o encerramento afeta diretamente cerca de 30 trabalhadores, que ficarão sem emprego a partir do fim de março de 2026. A comunicação também indica o tratamento adequado de direitos laborais e apoio conforme a legislação aplicável.

As instalações da Dimatel situam-se no centro de Maputo, onde a empresa operava há quase duas décadas. A direção não indicou planos de reabertura nem a transferência de atividades para outra unidade.

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