- O primeiro-ministro disse, em Bruxelas, que Portugal pode ter défice em 2026 devido à excecionalidade associada às tempestades e à crise energética.
- Rejeita uma obsessão por ter superávites e afirma que o Governo não quer penalizar o país por esse objetivo.
- Afirmou que ainda é possível manter o equilíbrio orçamental e alcançar um resultado positivo, sem obsessão com excedentes.
- Destacou que as tempestades de janeiro, junto com a escalada no Médio Oriente, afetam a execução orçamental, a inflação e o poder de compra, levando a medidas de mitigação.
- O Conselho Europeu, reunido em Bruxelas, vai expressar solidariedade a Portugal e discutir formas de atenuar os impactos da energia cara e da instabilidade regional.
Luís Montenegro afirmou em Bruxelas, à chegada ao Conselho Europeu, que Portugal pode registar défice em 2026 devido à excecionalidade causada pelas tempestades e pela crise energética. O Governo não pretende ser penalizado por uma obsessão de obter superávites.
O primeiro-ministro explicou que, apesar de crescimentos económicos recentes e bons desempenhos orçamentais, existem circunstâncias imprevistas que podem provocar défice. Contudo, garantiu que o objetivo não é prejudicar o equilíbrio das contas públicas.
Montenegro enfatizou que o Governo não está obcecado com excedentes e que pretende salvaguardar a estabilidade orçamental. A prioridade é manter um saldo positivo sem sacrificar políticas de proteção social.
A escalada militar no Médio Oriente e o aumento dos preços da energia agravam as vulnerabilidades de Portugal, pressionando a inflação e o poder de compra. O país tem adotado medidas de mitigação para enfrentar estes impactos.
As tempestades de janeiro contribuíram para danos em infraestruturas e atividades económicas, aumentando as despesas públicas com apoio e reconstrução. O Governo estima efeitos negativos na execução orçamental vigente.
No âmbito do Conselho Europeu, está prevista solidariedade aos Estados-membros relativamente aos fenómenos meteorológicos extremos registados no início do ano. A União Europeia analisa medidas para mitigar impactos da escalada no Médio Oriente e garantir o abastecimento energético.
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