- A Deco Proteste avisa que as prestações do crédito à habitação devem subir já na revisão de abril, mesmo com o BCE a manter as taxas.
- Numa família com empréstimo de 150 mil euros a 30 anos e spread de 1%, a subida da Euribor a 6 meses pode traduzir-se num encargo adicional de 13 euros por mês.
- O aumento das prestações poderá refletir-se em cerca de 24 milhões de euros adicionais para os agregados familiares nos próximos seis meses, se a tendência se confirmar.
- A Euribor a 6 meses subiu quase 8,5% desde o início do conflito no Médio Oriente, com perspetiva de subida de 14% no prazo de 12 meses.
- Se o padrão continuar, as médias da Euribor em março deverão avançar 5,6% e 13,7% respetivamente, com a possibilidade da taxa a 12 meses superar 2,5% e elevar as prestações de contratos revistos em abril.
As prestações do crédito à habitação deverão aumentar já na revisão de abril, em Portugal, apesar do BCE ter mantido as taxas de juro. A subida está ligada à escalada da Euribor, pressionada pela guerra no Médio Oriente, segundo a Deco Proteste.
Tomando como referência um empréstimo de 150 mil euros a 30 anos com spread de 1%, o estudo aponta um aumento de cerca de 13 euros mensais parauts uma família com taxa indexada a Euribor a 6 meses. O cenário revela impacto imediato nas famílias com contrato de taxa variável.
A Deco Proteste estima que, no conjunto das famílias com crédito à habitação com taxa variável, o efeito poderá traduzir-se em cerca de 24 milhões de euros adicionais nos próximos seis meses. A Euribor a 6 meses já subiu quase 8,5% desde o início do conflito.
Desdobramentos
As previsões indicam que a Euribor poderá aumentar 14% no prazo de 12 meses, afetando contratos com revisão em abril. As médias da Euribor podem subir 5,6% em março e 13,7% em 12 meses, com possíveis impactos nas prestações dos empréstimos.
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