- Os preços dos metais preciosos e industriais caíram nesta quinta-feira, pressionados pelos receios sobre as repercussões económicas da guerra no Médio Oriente, que pode impulsionar a inflação e travar o crescimento global.
- A explicação para a queda prende-se ao fortalecimento do dólar, moeda em que são negociados, e, no caso dos metais industriais, ao abrandamento das perspetivas de crescimento mundial (Ipek Ozkardeskaya, Swissquote, à AFP).
- O alumínio caiu mais de oito por cento na Bolsa de Metais de Londres (LME), para 3.115 dólares por tonelada; na semana anterior negociava-se a 3.546,50 dólares por tonelada.
- O ouro perdeu mais de seis por cento, para 4.502,80 dólares, e às 14:10 registava 4.641,30 dólares a onça, com uma descida de 3,67 por cento nesse momento.
- A prata caiu mais de 13 por cento; o cobre, o níquel e o zinco também recuaram antes de recuperarem ligeiramente, com os bancos centrais a manterem as taxas e investidores a liquidarem posições para cobrir perdas noutros setores.
O preço dos metais preciosos e industriais caiu nesta quinta-feira face aos receios sobre as consequências económicas da guerra no Médio Oriente. O fortalecimento do dólar, moeda de referência para estas matérias, ajudou a pressionar os preços, enquanto o abrandamento das perspetivas de crescimento mundial pesou especialmente sobre os metais industriais.
Na Bolsa de Metais de Londres (LME), o alumínio sofreu a maior desvalorização, com uma queda superior a 8% para 3.115 dólares por tonelada, a maior sessão em anos. Na semana anterior, o metal alcançara 3.546,50 dólares por tonelada, devido a interrupções nas exportações no Golfo.
Cobre, níquel e zinco registaram descidas acentuadas nesta quinta-feira, antes de recuperarem parcialmente. O petróleo e a energia também influenciaram os mercados, gerando temores de atrasos na redução de juros por bancos centrais e, por consequência, maior elevação do dólar.
O ouro caiu mais de 6%, a rondar os 4.502,80 dólares a onça. Por volta das 14h10 (hora de Lisboa), a cotação registava uma queda de 3,67%, para 4.641,30 dólares a onça. A prata, por sua vez, caiu mais de 13%, fortalecendo a pressão sobre ativos de refúgio.
Bancos centrais já anunciaram manutenção das atuais taxas de juro durante a semana, com alertas de riscos de inflação. A Reserva Federal dos EUA, o BCE e o Banco de Inglaterra acompanharam este cenário, alimentando a correlação entre quedas dos metais e baixa nos mercados acionistas, segundo analistas.
Analistas reais contaram que a liquidez dos investidores se está a deslocar para cobrir perdas noutras frentes, contribuindo para a venda de ouro e prata. Amapa entre investidores, com reflexos disseminados na energia e nos ativos de risco.
Fontes consultadas apontam que o mercado continua atento aos desenvolvimentos no Médio Oriente e às suas implicações para a inflação global e o crescimento económico, bem como às decisões futuras dos bancos centrais.
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