- Christine Lagarde afirmou que o BCE está melhor preparado do que em 2022 para evitar uma nova crise inflacionista.
- Considera-se um cenário severo em que a escalada dos preços do petróleo e do gás pode levar a inflação na zona euro perto de cinco por cento.
- O BCE deixou entender que pode subir as taxas de juro sem hesitar se esse cenário se confirmar.
- Ainda não há informações completas sobre o impacto da guerra no Irão.
- A perspetiva de inflação elevada aumenta a probabilidade de novas medidas de política monetária.
Christine Lagarde afirmou nesta quinta-feira que o Banco Central Europeu (BCE) está mais preparado, em comparação com 2022, para evitar uma nova crise inflacionista, mesmo a considerar cenários de impacto da guerra no Irão.
A responsável indicou que, num cenário severo em que a escalada do preço do petróleo e do gás persista, a inflação na zona euro poderia aproximar-se dos 5%. Ainda assim, o BCE mantém foco na estabilidade de preços.
Lagarde reforçou que as condições de resposta são superiores às de 2022, com instrumentos disponíveis para conter pressões inflacionistas sem exigir medidas abruptas. A declaração ocorreu em contexto de avaliação de riscos macroeconómicos.
Foi sublinhado que a direção depende de informações adicionais sobre o impacto da situação iraniana, bem como de dados relativos a energia e ao comportamento dos mercados financeiros. O BCE continua atento aos desdobramentos.
Parcerias institucionais e estratégias de comunicação também foram mencionadas como componentes da resposta a potenciais choques, mantendo a trajetória de monitorização constante da inflação na região.
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