- O cabaz de 63 bens essenciais monitorizado pela Deco fixou-se nos 254,32 euros, mais 0,19 euros que na semana anterior e mais 12,49 euros face ao início do ano.
- Desde 2022, o cabaz já subiu 66 euros, o que representa um incremento de 35,49%.
- Os aumentos mais expressivos na última semana foram nos cereais de fibra (+28%, para 4,73 euros), no pão de forma sem côdea (+13%, para 2,57 euros) e nos cereais integrais (+11%, para 4,10 euros).
- A leitura anual mostra uma pressão maior, com aumentos em produtos frescos e transformados, como couve-coração (+42%), robalo (+36%) e café torrado moído (+30%).
- O debate sobre IVA zero na alimentação decorre num contexto de incerteza internacional; o Governo ainda não aponta regresso da medida, enquanto líderes empresariais divergem quanto ao seu impacto.
O cabaz de 63 bens essenciais, monitorizado pela Deco, atingiu o valor máximo já registado: 254,32 euros nesta semana. O aumento é de 0,19 euros face à semana anterior e de 12,49 euros desde o início do ano. A entidade aponta pressões internacionais, com a energia e a geopolítica a puxarem os preços para cima, nomeadamente pela guerra no Irão.
A Deco nota subidas significativas em itens básicos como cereais, pão e legumes. Desde 2022, o cabaz já subiu 66 euros, refletindo uma subida acumulada de 35,49%. O que antes custava cerca de 188 euros passa agora dos 250 euros, segundo a monitorização.
Na Semana em análise, os cereais de fibra lideraram as oscilações, com um aumento de 28% para 4,73 euros. O pão de forma sem côdea subiu 13% para 2,57 euros, e os cereais integrais avançaram 11% para 4,10 euros, ainda que estas variações pareçam pequenas a cada passo.
Degrau anual de pressão
A leitura anual revela uma pressão ainda mais acentuada, com couve-coração a subir 42%, robalo 36% e café torrado moído 30%. Desde o início da monitorização, no início de 2020, vários produtos viram aumentos expressivos.
Alguns bens, como carne de novilho para cozer e ovos, registaram subidas relevantes desde 2022. A gestão de custos no cabaz inclui carne, peixe, leite, fruta, arroz e massa, todos sujeitos a variações significativas.
IVA zero divide opiniões
Em cenário de debate, surge a discussão sobre a aplicação do IVA zero na alimentação, medida defendida no passado pelo Governo de António Costa para mitigar a escalada de preços. O líder do governo, Luís Montenegro, indicou que não haverá regresso da medida neste momento.
A executiva da Sonae sinalizou que o impacto poderia ser positivo, reconhecendo que a medida pode facilitar a contenção de custos. Perante isto, o presidente da Jerónimo Martins, dono do Pingo Doce, manifestou dúvidas sobre a eficácia e equidade da medida, sem adiantar uma posição definitiva.
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