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BCE mantém taxas de juro estáveis

BCE mantém taxas de juro inalteradas; o conflito no Médio Oriente aumenta o risco de inflação a curto prazo ao elevar os preços energéticos

Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu
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  • O BCE manteve inalteradas as taxas de juro de referência na Zona Euro, após a reunião do conselho de governadores.
  • As taxas em vigor são: depósito a 2,0%, operações principais de refinanciamento a 2,15% e facilidade permanente de cedência de liquidez a 2,4%.
  • O banco reiterou o objetivo de assegurar que a inflação estacione nos 2% a médio prazo.
  • A guerra no Médio Oriente aumenta a incerteza e eleva os riscos de inflação, com impactos potenciais no crescimento económico.
  • O efeito a curto prazo deverá surgir principalmente através de preços da energia mais elevados; a evolução a médio prazo depende da duração do conflito e da transmissão para o consumidor.

O Banco Central Europeu (BCE) decidiu manter inalteradas as taxas de juro de referência da Zona Euro. A decisão foi tomada na reunião do conselho de governadores realizada esta quinta-feira, como era esperado pelo mercado.

O BCE confirmou que não haverá alterações nas três taxas diretoras. A taxa de referência para a facilidade de depósito mantém-se em 2%, as operações principais de refinanciamento ficam em 2,15% e a facilidade permanente de cedência de liquidez permanece em 2,4%.

O organismo reiterou que continua “determinado a assegurar que a inflação estabilize no seu objetivo de 2% a médio prazo”. Christine Lagarde lidera a autoridade, que avalia impactos de fatores externos sobre a inflação.

Contexto económico

A instituição alerta que a guerra no Médio Oriente aumenta a incerteza e cria riscos de alta para a inflação, bem como de baixa para o crescimento económico. O BCE antecipa impacto a curto prazo nos preços de energia, influenciando o índice de preços no consumidor.

Os efeitos dependerão da intensidade e duração do conflito recente e de como os preços energéticos repercutem na economia da Zona Euro. A instituição sublinha que a evolução dependerá ainda de fatores internos de cada país-membro.

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