- A Reserva Federal manteve as taxas de juro entre 3,5% e 3,75% na reunião desta quarta-feira, citando incertezas sobre os impactos da guerra no Irã nos preços da energia.
- As previsões de inflação foram ajustadas, passando de 2,4% para 2,7% no final de 2026, sinalizando menor confiança em reduzir rapidamente para perto da meta de 2%.
- Mantém-se a expectativa de, até ao final do ano, ocorrer uma descida de 0,25 ponto percentuais, mas a decisão atual foi de aguardar sinais mais claros.
- Não houve grandes divergências internas: apenas o presidente Stephen Miran defenderia um corte imediato; os restantes votaram pela continuidade da posição majoritária.
- O comitê indicou que as implicações da situação no Médio Oriente para a economia dos EUA permanecem incertas.
A Reserva Federal dos EUA manteve as taxas de juro em 3,5% a 3,75% ao fim da reunião de hoje, citando o impacto incerto da guerra no Irão nos preços da energia. A decisão acompanha as previsões de mercado para a inflação.
A instituição indicou que os desenvolvimentos no Médio Oriente podem influenciar a economia, mas não há leitura única. A Fed manteve o tom cauteloso e não anunciou novas cortes de juros neste momento.
As previsões atualizadas mostram uma inflação a terminar 2026 em 2,7%, acima da linha de 2,4% prevista em dezembro. A Fed sinaliza menor confiança em reduzir rapidamente a inflação para perto da meta.
Quanto às taxas, mantém-se a expectativa de uma redução de 0,25 p.p. até ao final do ano, porém a decisão continua sob avaliação. A comunicação sublinha incerteza sobre o impacto prolongado do conflito.
Perspetivas de inflação
Entre os membros, apenas Stephen Miran defendeu novo corte já nesta sessão, enquanto Christopher Waller alinhou-se com a maioria. O resto do comité manteve a posição de aguardar sinais mais claros de reequilíbrio económico.
A divulgação acontece numa altura em que Donald Trump nomeou novos membros para a liderança da Fed, mas o documento oficial não aponta fissuras profundas na atual maioria. A mensagem é de continuidade na política monetária, com vigilância sobre choques externos.
Entre na conversa da comunidade