- Em 2025 houve 2,2 milhões de contratos de crédito (habitação e consumo), com o montante a subir 30% para 35 mil milhões de euros; o crédito à habitação concentrou o aumento, especialmente acima de 200 mil euros.
- No total de crédito à habitação própria e permanente, foram celebrados 105 mil contratos, mais 27% que em 2024, envolvendo 163 mil pessoas.
- Os jovens até aos 35 anos passaram a representar 58% do total de empréstimos de habitação, impulsionados por medidas de apoio público como garantia de financiamento e isenção de IMT.
- O peso devedores estrangeiros nos empréstimos de habitação aumentou para 16% em 2025 (contra 14% em 2024), com destaque para brasileiros (36% dos estrangeiros) e angolanos.
- No segmento de habitação secundária/arrendamento/terrenos, os estrangeiros representaram cerca de um quarto dos devedores e 42% do montante total desse crédito.
O crédito concedido em 2025 manteve o ritmo de 2024, totalizando 2,2 milhões de contratos entre habitação e consumo. O montante agregado aumentou 30%, para 35 mil milhões de euros, com a habitação a puxar o crescimento, especialmente nos empréstimos acima de 200 mil euros.
A divulgação do Banco de Portugal mostra um peso crescente de devedores estrangeiros em ambos os segmentos. Em 2025, representam 16% do total, face a 14% em 2024, sendo metade brasileiros. Os dados destacam o impacto da produção de crédito externo.
No crédito à habitação própria e permanente, os jovens até aos 35 anos passaram a 58% do total, após um aumento de 11% no último ano. A subida é associada a medidas públicas de apoio, como garantias de 100% e isenção de IMT.
No conjunto da habitação própria, 105 mil contratos foram assinados, mais 27% que em 2024, envolvendo 163 mil pessoas. Metade dos novos créditos ficou abaixo de 170 mil euros, e dois terços situaram-se entre 50 mil e 200 mil euros.
Crédito acima de 200 mil euros cresceu, com 9% do total entre 200 e 250 mil euros, 9% entre 250 e 300 mil, e 9% acima de 300 mil. Em 2025, o peso desses montantes subiu face a 2024.
Em termos de nacionalidade, 13,57% dos novos créditos para habitação própria e permanente foram pedidos por estrangeiros, com Brasil (36%), Angola (6%) e Reino Unido (5%) entre as maiores representações. Norte-americanos, franceses, italianos e ucranianos surgem com 4% cada.
Entre quem pediu crédito para habitação própria, 83% estavam empregados por conta de outrem e 54% tinham formação superior. Regiões de casa: 23% na Grande Lisboa e 18% no Porto.
O segmento de habitação secundária, ou aquisição, construção, obras em imóveis, arrendamento ou terrenos, representou 12% do montante total de habitação. Neste dominantemente estrangeiro, um quarto dos devedores era estrangeiro, com EUA, Brasil e Angola a perfilar 16%, 12% e 10% do total, responsáveis por 42% do montante do outro crédito.
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