- O aumento da inflação pode levar o Banco Central Europeu (BCE) a subir as taxas de juro, o que pode afastar a Euribor e aumentar as prestações dos créditos.
- Poucos dias após o início da guerra no Irão, a presidente do BCE, Christine Lagarde, prometeu fazer tudo o que for necessário para manter a inflação sob controlo.
- A expressão de Lagarde lembra o “whatever it takes” de Mario Draghi, mas neste caso pode significar subir juros para conter a inflação.
- O BCE pode precisar agir para travar a inflação, com reflexos em créditos indexados à Euribor.
- Em Portugal, já se apontam impactos no custo de empréstimos, com decisões sobre as taxas a serem reveladas em abril.
O impacto financeiro da guerra no Irão já começa a chegar aos bolsos dos consumidores europeus. O conflito eleva a inflação, o que pode obrigar o Banco Central Europeu (BCE) a ajustar as taxas de juro. A Euribor, referência para a maioria dos créditos, pode seguir essa trajetória.
Poucos dias após o início da escalada, a presidente do BCE, Christine Lagarde, afirmou que a instituição fará “tudo o que for necessário” para manter a inflação sob controlo, evitando um repê de aumentos como em 2022 e 2023. A promessa relembra o famoso “whatever it takes” de Draghi, mas com consequências distintas.
A análise aponta que, se a inflação persistir, o BCE pode voltar a subir juros para conter pressões de preço na economia europeia. Tal movimento tem potencial para elevar as prestações de crédito, sobretudo contratos com referência Euribor a 12 meses.
Efeitos esperados nos empréstimos
Especialistas destacam que a Espanha, Itália e Portugal podem sentir impactos mais cedo, dado o peso da Euribor nas margens de crédito entre famílias. Em Portugal, a contabilidade de novas revisões de juro em abril é citada como fator sensível para as contas familiares.
Contexto financeiro e próximos passos
Analistas referem que a trajetória da Euribor depende de variáveis como inflação, atividade económica e decisões do BCE. As próximas semanas serão decisivas para confirmar se há nova tendência de subida ou estabilização dos juros.
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