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Preços dos carros podem subir devido a aumentos na cadeia de abastecimento

Associação Automóvel de Portugal (ACAP) alerta para subida dos preços dos automóveis devido a custos na cadeia de abastecimento, entre energia, fabrico, transporte e matérias-primas

Preços dos carros arriscam-se a subir com aumentos em toda a cadeia de abastecimento
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  • A Associação Automóvel de Portugal (ACAP) alerta que os preços dos automóveis podem subir devido a aumentos sentidos em toda a cadeia de abastecimento, desde o combustível até aos custos de fabrico e transporte.
  • Em 2021/2022 já foram registados aumentos significativos, com o sector a registar subidas de 20% a 25% após a pandemia, impulsionadas pela escassez de semicondutores e pelo aumento dos fretes entre a Ásia e a Europa.
  • O desvio de rotas no Canal de Suez em 2023 provocou mais de doze dias de atrasos e fretes mais altos, agravando os custos logísticos.
  • A guerra do Irão aumenta o custo de energia, de produção e de transporte de veículos e componentes, além de afetar matérias-primas como alumínio e plásticos.
  • Embora a fixação de preços seja livre, o setor pode repercutir esses custos no produto final, levando a uma possível retração de consumo e a uma maior atenção dos clientes a veículos elétricos.

Preços dos automóveis podem subir devido a aumentos na cadeia de abastecimento, segundo a Associação Automóvel de Portugal (ACAP). O cenário envolve custos de combustível, fabrico, materiais e transporte, que já se repercutem na indústria.

Helder Pedro, secretário-geral da ACAP, aponta que o setor é global e sofre com o aumento de custo dos veículos desde o pós-pandemia, com picos de 20% a 25% motivados pela escassez de semicondutores e pelo aumento do frete entre a Ásia e a Europa.

Ainda que a crise no Canal de Suez de 2023 tenha aumentado os custos logísticos, a actual guerra na região do Irão intensifica os preços da energia e de produção. O custo de transporte dos veículos e de componentes tende a subir.

A volatilidade afeta também as matérias-primas, nomeadamente alumínio e plásticos, ligados à indústria através da cadeia petroquímica. A ACAP avança que o impacto já se faz sentir, mesmo com o conflito ainda recente.

Para além de custos, a definição de preços permanece livre, mas o efeito global pode traduzir-se em custos adicionais para o consumidor ao fim da cadeia. A indústria admite que o preço final poderá refletir estas pressões.

A ACAP ressalva que a compra de automóvel é um dos maiores investimentos das famílias, o que pode levar a uma retração no consumo. O tema levanta ainda discussões sobre o papel dos elétricos face a estes aumentos.

Perspetivas de mercado

Haverá, a expensas dos custos, maior pressão para acelerar modelos elétricos. A transição energética pode ganhar impulso se a procura por opções mais eficientes aumentar face aos custos do petróleo.

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