- O Iraque está em contacto com o Irão para que permita a passagem de alguns petroleiros pelo Estreito de Ormuz, segundo o ministro do petróleo iraquiano, para retomar as exportações.
- Antes do conflito, o Iraque exportava cerca de 3,5 milhões de barris por dia, principalmente a partir de Bassorá, via Ormuz.
- O Estreito de Ormuz tem estado praticamente intransitável após ataques do Irão, em retaliação pelo ataque anglo-americano de 28 de fevereiro, o que interrompeu as exportações iraquianas.
- Teerão indicou estar preparado para permitir navios de determinados países utilizarem o estreito, numa posição contraditória anunciada pela chefe da diplomacia em março.
- Com as receitas do petróleo em queda, o Iraque procura alternativas, incluindo um oleoduto pelo Curdistão iraquiano até o porto de Ceyhan, com capacidade de cerca de 250 mil barris por dia.
O Iraque está em negociações com o Irão para permitir a passagem de petroleiros pelo Estreito de Ormuz. A candidatura surgiu através do ministro do petróleo iraquiano, em meio a tentativas de retomar exportações. O objetivo é facilitar a navegação no estreito, atualmente dificultada pela escalada de tensão na região.
Antes do conflito, o Iraque exportava cerca de 3,5 milhões de barris por dia, principalmente a partir de Bassorá. A passagem pelo Estreito de Ormuz era essencial para alcançar o Golfo Pérsico e o mercado global. As movimentações ocorrem num momento de pressão económica e de interrupção das rotas tradicionais.
As operações no estreito ficaram praticamente paralisadas após ataques iranianos a navios e infraestruturas petrolíferas, em retaliação a ações conduzidas a 28 de fevereiro. A navegabilidade diminuiu, afetando produtores que dependem do canal para escoar produção.
Passagem pelo Estreito de Ormuz
O ministro do petróleo do Iraque afirmou ter contactado autoridades iranianas para autorizar a passagem de alguns petroleiros. A ideia é faturar a identidade, os nomes e proprietários dos navios envolvidos para facilitar a avaliação.
O Estreito de Ormuz continua a ser uma rota crítica, pela via marítima passam quase 20% do petróleo bruto e do LNG mundial. As declarações de Teerão sobre a abertura variaram, mas houve indicação de disponibilidade para navios de países específicos.
Alternativas de exportação
O país revelou ainda planos para um oleoduto que atravessaria o Curdistão iraquiano até Ceyhan, na Turquia, com capacidade de cerca de 250 mil barris por dia. A aprovação do uso do oleoduto foi anunciada pelo governo regional, citando circunstâncias excecionais.
Sem as receitas do petróleo, o Iraque enfrenta dificuldades financeiras graves, num país com mais de 46 milhões de habitantes. As exportações representam a principal fonte de rendimento externo desde o início do conflito.
Entre na conversa da comunidade