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Gasóleo agrícola escasso deixa agricultores sem emprego ou com custos

Gasóleo agrícola esgotou no Vale da Vilariça, deixando agricultores sem trabalho e a recorrer a gasóleo rodoviário mais caro, com preços acima de €1,4

Imagem de contexto do artigo Gasolineiras sem gasóleo agrícola deixam agricultores sem trabalho ou a pagar mais caro
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  • O gasóleo agrícola esgotou nas gasolineiras do Vale da Vilariça, em Vila Flor, deixando agricultores sem combustível durante vários dias; o reabastecimento ocorreu apenas na terça-feira.
  • O posto de Santa Comba da Vilariça, gerido por Pedro Morgado, afirmou que o gasóleo agrícola esgotou no dia sete e só voltou a haver stock no sábado; ele recebe, semanalmente, dezoito mil litros e vendeu tudo num único dia.
  • Como houve falta de disponibilidade, muitos produtores pararam; outros criaram reservas em casa por receio de ficarem sem combustível, explicou Morgado.
  • Wilson Alves, agricultor com seis hectares, contou que precisou usar gasóleo rodoviário para trabalhar os pomares e hortícolas, o que representa uma solução mais cara face ao agrícola.
  • O preço do gasóleo agrícola está acima de um euro e quarenta por litro na região de Bragança, com alguns postos a chegar a mais de cento e cinquenta cêntimos; segundo Alves, o custo deveria rondar os oitocentos cêntimos para permitir trabalhar adequadamente, num contexto em que o setor representa cerca de quarenta por cento do consumo local.

Várias gasolineiras do Vale da Vilariça, em Vila Flor, ficaram sem gasóleo agrícola, dificultando o trabalho de agricultores durante alguns dias. O abastecimento só voltou no sábado seguinte, após o período de escassez.

Pedro Morgado, proprietário de um posto em Santa Comba da Vilariça, revelou que o gasóleo agrícola esgotou no dia 7 e só foi reabastecido este sábado. O empresário diz que recebe 18 mil litros por semana, e vendeu tudo num único dia.

A escassez levou a que muitos profissionais parassem a labuta, com o combustível a faltar para tratores e equipamentos. Quem pôde, criou reservas em casa para não interromper a produção, mas nem todos tiveram sorte.

Situação local e impactos

Wilson Alves, agricultor com seis hectares, teve de usar gasóleo rodoviário para manter a atividade na lavoura, especialmente na primavera e início do verão, quando são necessários tratamentos nos pomares e pessegueiros.

O gasóleo agrícola está a custar mais de 1,4 euros por litro no distrito de Bragança, com alguns postos a atingirem o 1,5 euros. Alves diz que, para trabalhar de forma eficaz, o preço ideal seria perto de 0,8 euros.

Pedro Morgado afirma que, na região, o consumo de gasóleo agrícola representa cerca de 40% do total, o que traduz a importância do setor para a economia local.

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