- Em 2025, o comércio de mercadorias entre os EUA e a UE atingiu um recorde de 1,05 mil milhões de dólares, segundo a AmCham.
- O défice de bens dos EUA com a UE diminuiu 7% em 2025, apesar das tarifas impostas pela Administração.
- O acordo de 2024 entre a UE e os EUA permanece congelado, com investigações americanas após uma decisão do Supremo Tribunal em fevereiro.
- Em 2025, os EUA exportaram 414 mil milhões de dólares para a UE e importaram 633 mil milhões, resultando num défice de 219 mil milhões; incluindo serviços, o défice global foi de 150 mil milhões.
- O investimento estrangeiro indica laços fortes: a UE e os EUA representam mais de metade do IDE mútuo; entre 2009 e 2025, a Europa respondeu por 56% do IDE dos EUA, e 2024 registou 56% do IDE na UE por beneficiário efetivo final.
O comércio de mercadorias entre EUA e UE manteve-se robusto em 2025, atingindo 1,05 mil milhões de dólares, segundo a AmCham. O estudo sublinha a profunda interdependência entre os dois blocos, apesar das tensões políticas.
O défice de bens dos EUA com a UE caiu 7% em 2025, apesar das tarifas aplicadas pela Administração. O relatório expõe a persistente exposição económica entre os parceiros e a importância de manter negociações.
As relações ficaram marcadas por acordos e desacordos recentes, incluindo tensões após decisões judiciais que levaram a investigações adicionais. O documento analisa o impacto económico de uma dissociação hipotética.
Comércio bilateral e balanças
Em 2025, os EUA exportaram 414 mil milhões de dólares para a UE e importaram 633 mil milhões, gerando um défice de 219 mil milhões. O défice ficou 7% abaixo do de 2024, ainda que o objetivo fosse reduzi-lo via tarifas.
A janela de comércio inclui serviços, que reduzem o défice global quando considerados. O relatório aponta que o défice total de bens e serviços chegou a 150 mil milhões, ainda assim menor que o valor apenas de bens.
Investimento e laços de mercado
Os autores indicam que o investimento estrangeiro reforça os laços entre as partes. A UE e os EUA respondem por mais de metade do IDE recíproco entre si.
Entre 2009 e 2025, a Europa foi responsável por 56% do IDE dos EUA a nível mundial. Em 2024, a quota europeia do IDE nos EUA manteve-se em 56%. Os EUA são, em termos de IDE, a principal fonte na UE.
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