- O presidente da assembleia geral do Centro Açoriano de Leite e Laticínios (CALL) alertou para a possibilidade de um “desastre económico” no setor leiteiro dos Açores, de Portugal e da Europa, devido ao aumento dos custos de produção.
- A mensagem foi partilhada na assembleia geral do CALL, na sede da Associação Agrícola de São Miguel, onde se analisou o mercado dos laticínios e a evolução dos mercados nacional e internacional.
- O setor enfrenta descida do preço do leite pago aos produtores e subida de custos como combustíveis, energia, gás, fertilizantes, matérias-primas e transportes marítimos, influenciados pela conjuntura internacional e por conflitos armados.
- Jorge Rita pediu intervenção rápida das autoridades regionais, nacionais e da União Europeia, defendendo que “sem leite e sem produtores não há indústria” e apelando ao bom senso da indústria para reconhecer o lado do produtor.
- Foi destacado que, com o próximo quadro comunitário de apoio, serão necessários vários investimentos, e que a falta de mão-de-obra e a descapitalização podem colocar em risco a sustentabilidade da fileira.
O setor do leite nos Açores pode enfrentar um desastre económico devido ao aumento dos custos de produção, alerta o CALL. A possibilidade foi referida pelo presidente da assembleia geral em declarações à Lusa. O foco inicial foi a situação no arquipélago, no país e na Europa.
A preocupação resulta de uma redução no preço pago aos produtores e de custos em ascensão. Entre os itens mais afetados estão combustíveis, energia, gás, fertilizantes, matérias-primas e transportes marítimos, agravados pela conjuntura internacional.
O alerta foi feito durante a assembleia geral do Centro Açoriano de Leite e Laticínios, reunida na sede da Associação Agrícola de São Miguel. Participaram representantes das associações agrícolas de São Miguel e Terceira, o IAMA e empresas da indústria de laticínios.
Jorge Rita, que lidera a Federação Agrícola dos Açores e a Associação Agrícola de São Miguel, mostrou preocupação com o impacto nos produtores. Disse que a situação exige resposta rápida de autoridades e da indústria para evitar falhas na cadeia de valor.
O dirigente realçou que sem leite nem produtores não há indústria, apelando ao entendimento entre indústria e produtores. Pediu uma intervenção concertada dos Governos Regional e da República, bem como da União Europeia, para atenuar efeitos da escalada de custos.
Durante a reunião, também ficou sublinhado o papel de investimentos a realizar com o próximo quadro comunitário de apoio. A falta de mão-de-obra foi apontada como fator que aumenta a desmotivação e a descapitalização no setor.
A evolução prevista para a fileira envolve uma redução de produtores e de produção de leite, o que pode comprometer a sustentabilidade do setor. A associativa descreveu a situação como um momento decisivo para uma estratégia proativa.
Foi enfatizada a necessidade de uma reflexão conjunta para mobilizar respostas efetivas junto dos agentes públicos e económicos. Os participantes consideraram essencial manter a fileira do leite como prioridade regional e europeia.
Entre na conversa da comunidade