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Conflito no Médio Oriente pode impulsionar cruzeiros na Madeira

Conflito no Médio Oriente pode atrair mais cruzeiros para Madeira, aumentando escalas e impacto económico, apesar das pressões sobre combustíveis

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  • O conflito no Médio Oriente pode levar mais navios de cruzeiro a parar na Madeira, com impactos positivos e negativos para a região.
  • Em 2025, houve o maior número de escalas de cruzeiro de sempre na Madeira: 331, com quase 1 milhão de passageiros e receita de 62,9 milhões de euros.
  • Nos primeiros dois meses de 2026, ocorreram 85 escalas de cruzeiro, mais 25 por cento que igual período do ano anterior, com mais de 300 mil pessoas em circulação.
  • Nos três portos da região (Caniçal, Funchal e Porto Santo) foram movimentadas 1.466.243 toneladas de mercadorias em 2025, com contentores a representar 817.324 toneladas, granéis líquidos 349.276 toneladas e granéis sólidos 215.639 toneladas.
  • A Administração dos Portos da Região Autónoma da Madeira (APRAM) arrecadou cerca de 700 mil euros em taxas de uso portuário para mercadorias em 2025, com perspetivas de 2026 ser o melhor ano de sempre, se nada de grave acontecer.

A tensão no Médio Oriente pode influenciar o movimento de navios de cruzeiro na Madeira. O secretário regional da Economia, José Manuel Rodrigues, explicou que há impactos positivos e negativos, com o aumento de cruzeiros a ser uma possível consequência.

Rodrigues afirmou, em conferência de imprensa na Gare Marítima da Madeira, que crises políticas podem provocar alterações nos preços dos combustíveis e dos bens essenciais, além de potenciais impactos no custo de vida. A ideia de benefício é reconhecida como uma consequência indireta.

Segundo o governante, a crise na região pode desviar cruzeiros para o Atlântico, o que, a acontecer, poderia beneficiar a Madeira. No entanto, reforçou que isso não é desejável, apenas uma realidade da lei da vida.

Desempenho portuário e perspetivas

Em 2025, a região registou 331 escalas de cruzeiro, o maior número de sempre, com cerca de um milhão de visitantes e 62,9 milhões de euros de receita. Este ano, janeiro e fevereiro mantêm a tendência de crescimento face ao período homólogo, com 85 escalas e mais de 300 mil pessoas.

Os portos da Madeira — Caniçal, Funchal e Porto Santo — movimentaram 1,466 milhão de toneladas de mercadoria em 2025, mais 2,38% que no ano anterior, criando um novo máximo histórico. A mercadoria contentorizada somou 817.324 toneladas, mais 4,79%.

Granéis líquidos, maioritariamente combustíveis, chegaram a 349.276 toneladas (+2,12%), enquanto granéis sólidos tiveram 215.639 toneladas (-5,14%) e carga geral 49.972 toneladas (-2,94%).

Em 2025 foram movimentados 5.664 contentores nos três portos regionais, mais 6,79% face a 2024. O trânsito de viaturas atingiu 14.600 unidades, com 11.553 entradas e 3.047 saídas. Em comparação, 2024 teve menos entradas e mais saídas.

A APRAM — Administração dos Portos da Região Autónoma da Madeira — reportou cerca de 700 mil euros em taxas de uso portuário para mercadorias em 2025. Rodrigues prevê que 2026 possa ser o melhor ano de sempre, se não houver acontecimentos globais.

Olhar económico no curto prazo

O secretário salientou que, para o transporte de mercadorias, os fretes são fixados mensalmente e ainda não refletiram o impacto do conflito nos portos entre Leixões, Lisboa e o Caniçal. Pode haver alterações nas próximas semanas, avisou.

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