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Petróleo volta a atingir 100 dólares, mesmo após libertação global de reservas

Petróleo mantém-se acima de cem dólares por barril, apesar da libertação de reservas, evidenciando tensão de oferta e possível impacto em inflação e bolsas

Petroleiro carregado com crude iraquiano foi danificado por um incêndio depois de um ataque de origem não identificado em águas territoriais do Iraque
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  • O preço do crude voltou a superar os 100 dólares por barril, mantendo‑se acima dessa fasquia mesmo após a libertação de 400 milhões de barris como medida de emergência global.
  • O Brent para entrega em maio ultrapassou os 100 dólares na quarta-feira e manteve-se acima durante horas, caindo para perto de 98 dólares na quinta-feira pela manhã.
  • Portugal participa no desbloqueio de parte das reservas mundiais, libertando dois milhões de barris, o que correspondem a 10% da reserva estratégica do país.
  • Ataques a refinarias e a navios no estreito de Ormuz continuam a pesar sobre as perspetivas de preço, com sinais de volatilidade após alegado ataque iraniano a petroleiros.
  • As bolsas fecham em queda, a inflação potencia‑se com o risco de subida de juros no Banco Central Europeu, e o gás natural sobe cerca de 6% na reabertura dos mercados.

O petróleo voltou a superar os 100 dólares por barril, apesar da libertação mundial de 400 milhões de barris para aliviar a escassez. O Brent para entrega em Maio manteve-se acima de 100 dólares durante parte da quarta-feira, caindo depois para cerca de 98 dólares na manhã desta quinta-feira.

A medida de emergência visa reduzir preços junto do consumidor, mas a indústria aponta que ataques a refinarias e a navios no estreito de Ormuz pesam mais nas perspetivas de curto prazo. O estreito continua a ser uma via crucial para parte da produção mundial, estimada em cerca de 20%.

Portugal participa neste desbloqueio de reservas, libertando dois milhões de barris, equivalente a 10% da reserva estratégica. O objetivo é manter abastecimento estável e reduzir futuras subidas, ajudando a mitigar impactos para o consumidor.

Regiões da União Europeia, fortemente dependentes de importações, podem enfrentar inflação adicional se o conflito se prolongar. A incerteza energética acompanha o mercado, com efeitos esperados em preços de gás e energia.

Nas últimas horas, surgiram relatos de alegado ataque a dois petroleiros ao largo do Iraque, aumentando a percepção de que o desbloqueio terá efeito limitado a curto prazo. A instabilidade aumenta a preocupação sobre o fornecimento global.

O Irão avisou que os esforços para controlar o preço do petróleo serão inglórios, sugerindo possibilidade de subida adicional. O porta-voz militar citado pela Reuters indicou que a pressão poderia levar a cenários de preços elevados.

As bolsas globais reagiram com quedas, refletindo o ambiente de maior incerteza. Nos EUA e na Europa, índices terminaram o dia em baixa, com o Nikkei a recuar na Ásia. Em Lisboa, o PSI-20 também caiu, alinhado com a tendência negativa geral.

O petróleo também acompanha a evolução de outros preços de energia, com o gás natural a subir cerca de 6% na abertura dos mercados, para valores na casa dos 53 euros por MWh. Analistas destacam que a situação geopolítica mantém a volatilidade nos mercados.

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