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Petróleo passa de 100 dólares por barril após ataques iranianos a navios

Preço do petróleo sobe acima de 100 dólares por barril com ataques iranianos; escalada do conflito ameaça fornecimento no Golfo e economia global

Petroleiros e navios de carga alinham-se no Estreito de Ormuz, vistos de Khor Fakkan, Emirados Árabes Unidos, quarta-feira, 11 de março de 2026.
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  • O preço do petróleo ultrapassou os 100 dólares por barril após os ataques iranianos a navios comerciais, num momento de escalada do conflito no Médio Oriente.
  • A Agência Internacional de Energia anunciou a maior libertação de sempre de reservas, de 400 milhões de barris, mas o cenário de abastecimento continua inseguro, com o estreito de Ormuz praticamente fechado.
  • O Irão disse estar disposto a uma guerra longa que vise destruir a economia mundial, prometendo atacar centros económicos e bancos ligados aos Estados Unidos e a Israel.
  • Ocorreram ataques a infraestrutura no Golfo: projétil atingiu um navio porta-contentores perto dos Emirados, dois navios-tanque em águas iraquianas foram atingidos e o Irão alegadamente atacou tanques de combustível no Bahrein.
  • Enquanto isso, os confrontos entre Israel e Irão intensificaram-se, com mísseis lançados do Irão e retaliações israelitas, incluindo ataques na região de Beirute que causaram mortos.

O preço do petróleo ultrapassou os 100 dólares por barril após novos ataques iranianos a navios comerciais. O gesto ocorre num contexto de escalada entre Irão, EUA e Israel, numa guerra que já dura quase três semanas. A situação mantém a volatilidade no mercado energético global.

Analistas apontam que o Irão pretende criar perturbação económica suficiente para pressionar o fim do conflito. As autoridades do Golfo continuam sob tensão, com o Estreito de Ormuz quase fechado aos navios, elevando o risco de abastecimento. A UE e os principais compradores acompanham de perto.

A Agência Internacional de Energia anunciou a maior libertação de petróleo de sempre, em 400 milhões de barris, com 172 milhões vindos dos EUA. Apesar disso, o mercado mantém receios sobre a capacidade de abastecimento em meio à escalada militar.

Navios passaram a ser alvos em várias frentes. Um projétil atingiu um navio porta-contentores próximo dos Emirados, provocando um pequeno incêndio, segundo o UKMTO. Além disso, dois navios-tanque em águas iraquianas foram atacados.

Ameaças económicas e resposta

O Irão prometeu atingir alvos económicos e tecnológicos israelitas e norte-americanos. Guardas Revolucionários disseram que vão atacar centros económicos e bancos dos EUA e de Israel. O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano relatou ataques a uma sucursal de um banco.

Empresas internacionais anunciaram relocação de operações e evacuações na região, incluindo bancos e consultoras. Entidade oficial citada pelo Irão informou que várias infraestruturas críticas estão sob risco de ataque.

Israel e Iraque em choque

Israel respondeu com ataques de grande escala contra alvos no Irão e no Líbano, incluindo centros de comando do Hezbollah. O regime libanês indicou que houve disparos de mísseis contra áreas de Telavive, com defesa aérea a intercepção.

O Hezbollah afirmou ter lançado ataques contra uma base de serviços secretos israelitas, nos arredores de Telavive. Em Beirute, um ataque aéreo matou sete pessoas, com dezenas de feridos, segundo autoridades locais.

Contexto regional

As hostilidades aumentam sem sinal de recuo, com Irlanda, EUA e aliados a observarem o desenrolar da guerra. O uso de mísseis, drones e ataques a infraestruturas críticas elevam o risco de uma crise energética de maior escala. A comunidade internacional acompanha os desenvolvimentos com atenção.

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