- O ministro da Economia, Manuel Castro Almeida, disse que apenas em situação-limite as gasolineiras poderão limitar as suas margens de lucro para evitar aumento de preços.
- O Governo está a acompanhar diariamente a situação no Médio Oriente e prepara um conjunto de medidas que serão adotadas se ocorrerem efeitos estruturais na economia.
- O responsável não se comprometeu com um teto para o preço dos combustíveis, defendendo a intervenção do Estado apenas em situação-limite.
- O ministro alertou que, para além de quatro ou cinco semanas, a guerra pode tornar-se insustentável, com aumentos pontuais de preços e dificuldades para empresas que exportem para a região, mas sem efeito sistémico.
- Reiterou que não responsabiliza as câmaras municipais pela atraso nos apoios às vítimas do mau tempo, afirmando que os requerimentos são analisados pelas autarquias, que possuem o parecer final e que o dinheiro existe nas comissões de coordenação.
O ministro da Economia, Manuel Castro Almeida, indicou em entrevista ao Jornal à Noite, do Now, que limitar margens de lucro das gasolineiras só faria sentido em situação-limite. O Governo acompanha diariamente a evolução da crise no Médio Oriente e prepara um conjunto de medidas que poderão entrar em vigor caso ocorram efeitos estruturais na economia.
O governante não confirmou a adoção de um teto aos preços dos combustíveis. Reforçou que essa intervenção não é desejável e abriu a possibilidade de que as próprias gasolineiras controlem preços e margens, caso a situação piore. A medida seria apresentada como uma forma de aliviar o consumidor.
Sobre a duração do conflito e o impacto esperado, afirmou que, para além de quatro a cinco semanas, a situação pode tornar-se insustentável. Diz que, entretanto, não há efeito sistémico identificado, apenas aumentos pontuais nos preços e dificuldades para empresas que exportem para a região.
Apoio às vítimas e prazos de entrega
O ministro rejeitou a leitura de que tenha culpado as câmaras pelos atrasos na entrega de apoios. Refere que os requerimentos são analisados pelas autarquias, responsáveis pela avaliação. Garantiu que o dinheiro está disponível nas comissões de coordenação e depende do parecer das autarquias para avançar.
Salientou que as autarquias enfrentam carga de trabalho acrescida devido aos problemas recentes e pediu paciência à população, mantendo o compromisso de entregar os apoios assim que houver pareceres municipais.
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