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Maiores economias da UE pedem rápida integração dos mercados de capitais

Seis maiores economias da UE apelam a acordo até ao verão para acelerar a integração dos mercados de capitais e reforçar a supervisão, incluindo o euro digital

Um gestor de fundos olha para ecrãs que mostram as actividades das acções na Bolsa de Valores francesa, num gabinete de análise financeira em Paris, França, 25 de agosto de 2015.
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  • As seis maiores economias da UE — França, Alemanha, Itália, Países Baixos, Polónia e Espanha — pedem acordo até ao verão sobre o Pacote de Integração e Supervisão do Mercado (MISP) para reforçar a supervisão e o funcionamento dos mercados financeiros.
  • A carta enviada ao chefe do Eurogrupo e a vários comissários da UE defende acelerar a União da Poupança e do Investimento para reforçar o potencial de crescimento europeu e a soberania económica.
  • O MISP visa eliminar barreiras nacionais, melhorar a distribuição transfronteiriça de fundos de investimento e facilitar o acesso aos mercados da UE por parte dos investidores.
  • Os signatários também defendem avanços na agenda de pagamentos digitais, incluindo redes pan-europeias privadas para competir com Visa e Mastercard, e na implementação do euro digital.
  • O euro digital continua em negociação; o Parlamento Europeu tem atrasos, sem prazo fixado para a adoção, apesar de o objetivo inicial ter sido alcançar a maioria da legislação até ao fim de 2026.

França, Alemanha, Itália, Países Baixos, Polónia e Espanha apelaram a Bruxelas para acelerar a integração dos mercados de capitais da UE, com o objetivo de sustentar o crescimento europeu. Os ministros das Finanças dos seis países enviaram uma carta ao presidente do Eurogrupo e a comissários da UE, pedindo um acordo até ao verão sobre o Pacote de Integração e Supervisão do Mercado (MISP).

Segundo a carta, a rápida implementação da União da Poupança e do Investimento é necessária para eliminar barreiras nacionais, melhorar a distribuição de fundos transfronteiriços e facilitar o acesso dos investidores aos mercados da UE. A medida visa, assim, reforçar a soberania económica da região.

Os signatários acrescentam que a integração deve acompanhar a evolução das infraestruturas financeiras e a supervisão, potenciando as reservas de capital para as empresas e governos da UE. O objetivo é tornar os mercados de capitais mais profundos e eficientes em todo o bloco.

A Internacionalização dos pagamentos digitais

A carta também defende o avanço da agenda de pagamentos digitais, promovendo redes privadas pan-europeias que concorram com Visa e Mastercard, com sede nos EUA. Além disso, é solicitada a aceleração da adoção do euro digital, como parte de uma autonomia estratégica da UE.

Dados do Banco Central Europeu indicam que Mastercard e Visa respondiam por 61% dos pagamentos com cartão em 2025, com quase a totalidade dos pagamentos transfronteiriços processados por estas redes. O euro digital é visto como complemento ao numerário e aos cartões dos bancos.

O euro digital está em negociações no Parlamento Europeu, onde alguns eurodeputados defendem limitar o âmbito apenas aos pagamentos offline para evitar competição com infraestruturas privadas. Os seis países pedem uma conclusão rápida do processo, para confirmar o euro digital online e offline como solução europeia abrangente.

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