- As seis maiores economias da UE — França, Alemanha, Itália, Países Baixos, Polónia e Espanha — pedem acordo até ao verão sobre o Pacote de Integração e Supervisão do Mercado (MISP) para reforçar a supervisão e o funcionamento dos mercados financeiros.
- A carta enviada ao chefe do Eurogrupo e a vários comissários da UE defende acelerar a União da Poupança e do Investimento para reforçar o potencial de crescimento europeu e a soberania económica.
- O MISP visa eliminar barreiras nacionais, melhorar a distribuição transfronteiriça de fundos de investimento e facilitar o acesso aos mercados da UE por parte dos investidores.
- Os signatários também defendem avanços na agenda de pagamentos digitais, incluindo redes pan-europeias privadas para competir com Visa e Mastercard, e na implementação do euro digital.
- O euro digital continua em negociação; o Parlamento Europeu tem atrasos, sem prazo fixado para a adoção, apesar de o objetivo inicial ter sido alcançar a maioria da legislação até ao fim de 2026.
França, Alemanha, Itália, Países Baixos, Polónia e Espanha apelaram a Bruxelas para acelerar a integração dos mercados de capitais da UE, com o objetivo de sustentar o crescimento europeu. Os ministros das Finanças dos seis países enviaram uma carta ao presidente do Eurogrupo e a comissários da UE, pedindo um acordo até ao verão sobre o Pacote de Integração e Supervisão do Mercado (MISP).
Segundo a carta, a rápida implementação da União da Poupança e do Investimento é necessária para eliminar barreiras nacionais, melhorar a distribuição de fundos transfronteiriços e facilitar o acesso dos investidores aos mercados da UE. A medida visa, assim, reforçar a soberania económica da região.
Os signatários acrescentam que a integração deve acompanhar a evolução das infraestruturas financeiras e a supervisão, potenciando as reservas de capital para as empresas e governos da UE. O objetivo é tornar os mercados de capitais mais profundos e eficientes em todo o bloco.
A Internacionalização dos pagamentos digitais
A carta também defende o avanço da agenda de pagamentos digitais, promovendo redes privadas pan-europeias que concorram com Visa e Mastercard, com sede nos EUA. Além disso, é solicitada a aceleração da adoção do euro digital, como parte de uma autonomia estratégica da UE.
Dados do Banco Central Europeu indicam que Mastercard e Visa respondiam por 61% dos pagamentos com cartão em 2025, com quase a totalidade dos pagamentos transfronteiriços processados por estas redes. O euro digital é visto como complemento ao numerário e aos cartões dos bancos.
O euro digital está em negociações no Parlamento Europeu, onde alguns eurodeputados defendem limitar o âmbito apenas aos pagamentos offline para evitar competição com infraestruturas privadas. Os seis países pedem uma conclusão rápida do processo, para confirmar o euro digital online e offline como solução europeia abrangente.
Entre na conversa da comunidade