- A guerra no Irão, no Médio Oriente, já faz subir o preço do petróleo, do gás e de fertilizantes.
- A hipótese de subida das taxas de juro do Banco Central Europeu (BCE) para conter a inflação aumenta as preocupações.
- O custo com a dívida do Estado português já está a aumentar, segundo o impacto inicial da escalada de preços.
- As perspetivas de uma nova crise inflacionista alimentam as expectativas de elevação de juros pelo BCE.
O início de uma guerra no Médio Oriente já está a influenciar o custo da dívida pública em Portugal. A escalada no preço do petróleo, do gás e de fertilizantes aumenta as perspetivas de inflação. Com isso, o BCE é visto como potenciador de novas subidas de juros.
As atenções centram-se na possibilidade de o BCE responder ao aumento da inflação com celeridade. A decisão de política monetária pode encarecer adicionalmente os empréstimos do Estado português. A cobrança de juros já começou a subir.
Portugal depende de financiamento externo para cumprir o serviço da dívida. Os mercados já repercutem a incerteza sobre o rumo da inflação e as medidas que o BCE poderá tomar para contê-la. O cenário amplifica a pressão orçamental.
Contexto económico
A guerra no Irão, segundo analistas, está a intensificar choques nos mercados de energia e matérias-primas. Este choque inflacionista aponta para um custo maior de financiamento público no curto prazo, influenciando as decisões de política económica em Portugal.
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