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Fernando Tavares afirma que projetos de milhões da Benfica FM exigem análise rigorosa

Decisão da ERC de não licenciar Benfica FM como plataforma FM deixa projeto milionário em digital, sublinhando falhas de planeamento e risco regulatório

Fernando Tavares reflete sobre a Benfica FM
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  • Fernando Tavares, antigo vice-presidente do Benfica, comentou no LinkedIn a decisão da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) de não licenciar a Benfica Rádio como emissão FM, mantendo-a apenas no digital.
  • O ex-dirigente afirma que deveria ter havido mais ponderação antes de avançar para um investimento da dimensão e que era previsível que o regulador levantasse reservas quando o meio pertence diretamente a um clube.
  • Diz que é necessário avaliar o enquadramento regulatório e os cenários de risco antes de investimentos dessa dimensão, para evitar que o projeto dependa de decisões externas.
  • Sinaliza que o planeamento é crucial em projetos mediáticos de grande envergadura e sugere que a gestão poderia ter comunicado a decisão da ERC de forma simples, sem criar ruído mediático.
  • Propõe a possibilidade de integrar BTV, a Rádio e outros meios numa única redação para criar sinergias e reduzir custos, abordando ainda questões de equidade salarial entre profissionais da comunicação.

Fernando Tavares criticou publicamente a decisão da ERC que não licenciou a Benfica FM para emissão FM, mantendo a rádio apenas no digital. O antigo vice-presidente do Benfica recorreu ao LinkedIn para comentar o processo e as suas implicações.

Segundo o ex-dirigente, o investimento envolve milhões e exigia uma avaliação mais rigorosa antes de avançar. A ERC justificou a decisão pela necessidade de preservar o pluralismo e a diversidade editorial no cenário mediático.

Para Tavares, a posição regulatória não surpreende, uma vez que um meio pertencente a um clube pode levantar reservas do regulador. O tema, acrescentou, ultrapassa o caso concreto e exige uma reflexão sobre o enquadramento regulatório de investimentos desse porte.

Contexto regulatório e impacto do anúncio

A análise da decisão da ERC é apresentada como fundamental para compreender o equilíbrio entre a gestão de conteúdos do clube e a independência de plataformas associadas. As implicações vão além da Benfica FM.

O antigo dirigente alerta para a necessidade de avaliar cenários de risco regulatório, bem como as contingências associadas a um projeto desta envergadura. O planeamento, sustenta, é tão decisivo quanto a ambição do investimento.

Planeamento e custos

Tavares sugere que o Benfica poderia ter integrado BTV, a Rádio e outros meios, buscando sinergias e contenção de custos. A discussão envolve ainda a equidade salarial entre funcionários da comunicação e a viabilidade económica da rádio sem FM.

Na avaliação do ex-vice-presidente, a falta de FM torna a operação mais cara, exigindo estratégias alternativas de gestão de pessoal e de custos. O comentário público não se dirige apenas à decisão, mas ao processo que antecedeu o investimento.

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