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Exportações caem 14% em janeiro, importações sobem 2,5%

Exportações caem 14,1% e importações 2,5% em janeiro de 2026, agravando o défice da balança comercial de bens em 778 milhões de euros face ao período homólogo

Exportações caem 14% em janeiro e importações 2,5%
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  • Em janeiro, as exportações de bens caíram 14,1% e as importações recuaram 2,5%, com o défice da balança comercial de bens a aumentar em 778 milhões de euros, para 2.510 milhões de euros.
  • O recuo das exportações deveu-se sobretudo aos fornecimentos industriais (-27,5%) e aos combustíveis e lubrificantes (-33,5%).
  • Entre os principais destinos, destacaram‑se descidas para a Alemanha (-44,3%) e para a Espanha (-7,4%).
  • Nas importações, registou‑se queda nos fornecimentos industriais (-11,6%), com fortes quedas nos químicos vindos da Irlanda; as importações da Irlanda caíram 85,9% e as dos Países Baixos subiram 38,9%.
  • A lista de principais parceiros foi atualizada: Marrocos saiu do top dez e entrou Angola; entre fornecedores, China passou a 5ª posição, com Bélgica e Irlanda a subir posições.

As exportações de bens caíram 14,1% em janeiro, enquanto as importações recuaram 2,5%, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE). O défice da balança comercial de bens agravou-se em 778 milhões de euros face a janeiro de 2025, para 2.510 milhões.

Entre os fatores que pesaram nas exportações, o INE destaca o forte decréscimo nos fornecimentos industriais, de 27,5%, sobretudo por químicos destinados à Alemanha em transações de trabalho por encomenda. A queda de combustíveis e lubrificantes foi de 33,5%, por redução de volumes e de preços, associada a paragens na refinaria nacional no fim de 2025.

Excluindo combustíveis e lubrificantes, as exportações ficaram 12,9% abaixo de janeiro de 2025, após subir 0,9% em dezembro. Países parceiros registaram quedas relevantes: Alemanha (-44,3%) e Espanha (-7,4%), impulsionadas pela evolução dos combustíveis, dos químicos e dos fornecimentos industriais.

Mercados e fornecedores

No capítulo das importações, destacou-se o recuo de fornecimentos industriais, de 11,6%, com queda nos químicos provenientes da Irlanda, associados a transações sem transferência de propriedade. Entre os fornecedores, a Irlanda caiu 85,9% e os Países Baixos subiram 38,9%, influenciados por fornecimentos industriais, sobretudo químicos.

O INE atualiza a lista dos principais países parceiros com dados preliminares de 2025. No ranking de destinos das exportações, Marrocos saiu do top 10 e foi substituído por Angola, que ocupava a 14.ª posição em 2024.

Nos fornecedores das importações, não houve alterações nos dez primeiros, apenas nos lugares. Itália caiu para 5.º, a China passou a ocupar esse posto; Bélgica subiu para 7.º, Irlanda para 8.º, Brasil caiu para 9.º e EUA ficou em 10.º lugar.

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