- O comissário europeu Valdis Dombrovskis disse, em entrevista à Euronews, que uma escalada no Médio Oriente pode provocar um choque de estagflação na Europa, dependendo da duração do conflito.
- Ataques do Irão a alvos no Golfo e o bloqueio do Estreito de Ormuz levaram os preços do petróleo a superar os 100 dólares por barril.
- Um grupo de 32 países, incluindo os Estados Unidos, acordou libertar 400 milhões de barris de reservas estratégicas para estabilizar o mercado energético.
- Dombrovskis elogiou a medida, afirmando que acrescenta volumes substanciais ao mercado, embora a volatilidade permaneça elevada.
- O Irão mantinha ataques a infraestruturas energéticas regionais, incluindo um depósito de petróleo em Omã, e o G7 reiterou compromissos de defesa aos países do Golfo.
O Irão intensificou a escalada no Médio Oriente, com ataques a alvos no Golfo e o bloqueio do Estreito de Ormuz, o que provocou volatilidade nos mercados de energia. O preço do petróleo situou-se acima dos 100 dólares por barril. Valdis Dombrovskis alertou, em entrevista à Euronews, para o risco de um choque de estagflação na Europa.
A comissário europeu para a economia disse que o impacto depende da duração e da extensão do conflito, sobretudo se houver mais interrupções no transporte marítimo de energia. O objetivo é evitar uma piora do crescimento económico europeu.
Libertação de reservas e resposta internacional
Na quarta-feira, 32 países, incluindo EUA e membros do G7, concordaram com a libertação de emergência de 400 milhões de barris de petróleo para estabilizar o mercado. A medida pretende introduzir volumes significativos no mercado global.
Dombrovskis afirmou que a iniciativa reforçará a capacidade de resposta numa fase delicada para a estabilidade mundial. O preço do petróleo, no entanto, manteve-se acima dos 100 dólares por barril na quinta-feira, refletindo a incerteza.
O Irão continuou a atacar infraestruturas energéticas na região, incluindo um depósito em Omã. Os volumes das reservas ainda não chegaram ao mercado, acrescentou o comissário, destacando a volatilidade associada à situação.
Questionado sobre planos futuros dos EUA, Dombrovskis disse que a Europa não recebeu informações formais, mas mantém o foco na redução da tensão regional e no desanuviamento do conflito. O G7 reiterou, após reunião liderada por Emmanuel Macron, o apoio à segurança dos países do Golfo.
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