- Na VolksWagen, a direção pode renunciar a parte dos bónus em resposta à crise e queda de lucros, com Oliver Blume a receber 7,42 milhões de euros no ano passado e a empresa a investir em reduções de salário e remunerações.
- O ex-chefe Herbert Diess, que deixou a VW em 2022, recebeu mais de 9 milhões de euros, incluindo pensões e bónus, alimentando críticas sobre decisões estratégicas passadas.
- Mesmo com o corte de 50 mil empregos na VW, os gestores de topo continuam a receber bónus significativos; Blume teve um bónus de cerca de 2,0 milhões de euros em 2025.
- O fluxo de caixa líquido da VW foi elevado, explicando parte dos montantes de bónus, ainda que o indicador não refleta necessariamente o desempenho financeiro.
- Em paralelo na Alemanha, o Deutsche Bank pagou perto de 10,5 milhões de euros ao diretor-geral Christian Sewing em 2025, com outros executivos a auferirem somas semelhantes; a SAP revelou 16,2 milhões de euros para o seu boss Christian Klein. A Deutsche Bahn pagou 11,3 milhões em indemnizações a dirigentes demitidos, enquanto Evelyn Palla inicia uma redução de estruturas para poupar cerca de 500 milhões de euros por ano.
Na Volkswagen (VW) enfrenta-se uma dicotomia entre o custo humano e o prémio aos gestores. Com a redução prevista de 50 mil postos de trabalho, a administração revela-se ainda disposta a renunciar a parte da remuneração variável. A medida surge numa altura de queda de lucros e de pressão de custos.
O diretor executivo Oliver Blume recebeu no ano passado 7,42 milhões de euros, segundo a AutoMotorSport. Paralelamente, o ex-chefe Herbert Diess, que deixou o grupo em 2022, teve uma remuneração total superior a 9 milhões de euros, incluindo pensões e bónus, alimentando críticas sobre decisões passadas.
Contexto financeiro e ações da alta administração
O fluxo de caixa líquido da VW foi positivo em 2025, explicando parte do volume de prémios, apesar da redução de lucros. Este parâmetro tem sido utilizado para calcular bolsas de compensação em várias companhias, mesmo quando o desempenho não corresponde ao esperado.
Comparação com outras grandes empresas alemãs
No Deutsche Bank, os chefes obtiveram remunerações significativamente acima do CEO da VW, com Christian Sewing a alcançar perto de 10,5 milhões de euros em 2025. Fabrizio Campelli, da área de investimento, registou cerca de 9,3 milhões, contribuindo para uma parcela elevada de bônus entre 658 gestores com salários superiores a um milhão.
Outras referências salariais na Alemanha
Na SAP, o diretor executivo Christian Klein auferiu 16,2 milhões de euros em 2025, numa fase em que a empresa cortou 10 mil postos de trabalho para manter poupanças. O Siemens, por seu turno, viu Roland Busch arrecadar 12,3 milhões de euros no ano anterior, com parte do prémio já prometido desde 2021.
Deutsche Bahn e indemnizações a antigos gestionários
A Deutsche Bahn pagou indemnizações totais de 11,3 milhões de euros a gestores demitidos, incluindo membros do Conselho com breves passagens pela direção. Evelyn Palla, a nova administradora, anunciou uma redução da estrutura para tornar o grupo mais simples e eficiente, visando poupar 500 milhões de euros por ano.
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