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Concorrência multa associação em 4,5 milhões de euros por práticas restritivas

AdC multa APESPE em 4,5 milhões de euros por cláusula de não aliciamento, final e recorrível, que restringia a mobilidade de trabalhadores temporários

Autoridade da Concorrência (AdC)
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  • A Autoridade da Concorrência multou a Associação Portuguesa das Empresas do Setor Privado de Emprego e de Recursos Humanos (APESPE) em 4,5 milhões de euros por práticas restritivas no mercado de trabalho.
  • A cláusula no código de ética obrigava as empresas associadas a não aliciar trabalhadores temporários a mudar de empregador.
  • A investigação arrancou em fevereiro de 2025 e, em junho de 2025, a AdC emitiu a acusação.
  • A decisão é final e condenatória, com a coima de 4,519 milhões de euros, passível de recurso pela associação.
  • A APESPE congrega cerca de quarenta associadas, principalmente empresas de trabalho temporário, e a cláusula vigorou entre dezembro de mil novecentos oitenta e sete e março de dois mil e vinte e cinco.

A Autoridade da Concorrência (AdC) multou a Associação Portuguesa das Empresas do Setor Privado de Emprego e de Recursos Humanos (APESPE) em 4,519 milhões de euros por práticas restritivas no mercado de trabalho. A decisão, tomada na sequência de uma investigação, é final e condenatória, podendo a APESPE recorrer.

A investigação arrancou de forma oficial em fevereiro de 2025, com a AdC a emitir uma acusação em junho de 2025. O regulador concluiu que a associação tinha uma cláusula no código de ética que obrigava as empresas associadas a não aliciar trabalhadores temporários a mudar de empregador.

A APESPE reúne cerca de 40 entidades, na maioria empresas de trabalho temporário, e a cláusula em causa esteve presente entre dezembro de 1987 e março de 2025. A prática de não contratação recíproca é proibida pela Lei da Concorrência.

A AdC explica que a coima foi fixada com base na gravidade e duração da infração, bem como nos volumes de negócios das empresas associadas da APESPE. A decisão ressalva que estas restrições limitam a autonomia empresarial e prejudicam a mobilidade e progressão dos trabalhadores.

Contexto jurídico e implicações

A AdC reforça que acordos de não contratação entre associações de empresas são proibidos, por afetarem diretamente o poder negocial dos trabalhadores. A decisão visou assegurar maior liberdade de escolha laboral e competição justa no setor.

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