- A Comissão Europeia negou as acusações de práticas comerciais desleais por parte da UE, enquanto os EUA avançam com novas investigações sob a Secção 301.
- Washington já impôs novas tarifas, depois de uma decisão do Supremo Tribunal dos EUA que considerou ilegais tarifas de 2025, e procura novas bases legais para taxar a UE.
- A Comissão recorda que as fontes de excesso de capacidade não estão na Europa e cita excedentes chineses como preocupação global, defendendo uma resolução de distorções sem prejudicar o acordo com os EUA.
- A UE aponta que cerca de 7% das exportações está sujeitas a direitos aduaneiros acima do limite de 15% acordado no âmbito do acordo de Turnberry, e pediu aos EUA que cumpram esse acordo.
- Embora haja possibilidade de desbloquear o acordo comercial entre a UE e os EUA, a aprovação no parlamento europeu continua incerta, com a Comissão a manter pressão para uma resolução estável do comércio transatlântico.
A Comissão Europeia negou que exporte excesso de capacidade industrial para os EUA, num contexto de novas investigações comerciais norte-americanas contra a UE e outros parceiros. Washington considera práticas desleais associadas a excesso de produção, agravando a incerteza sobre o acordo UE-EUA de Turnberry.
A UE afirmou que as fontes de capacidade excedente estão fora da Europa, destacando excedentes chineses como preocupação global. O porta-voz adjunto Olof Gill sublinhou que a UE não é contribuinte para distorções estruturais, mantendo-se como parceira na resolução do problema.
Os EUA lançaram, na última quarta-feira, novas investigações ao abrigo da Secção 301, dirigidas a parceiros comerciais, incluindo a UE. Washington argumenta que a capacidade excedente prejudica a indústria interna e desencoraja investimentos nos EUA, justificando tarifas adicionais.
A Comissão estima que 7% das exportações da UE enfrentam direitos aduaneiros acima do limite acordado no acordo de Turnberry, que previa zero tarifas para a maioria dos produtos industriais. Bruxelas apelou aos EUA para honrarem o acordo.
O chefe do comércio da UE, Maroš Šefčovič, manteve contatos com homólogos americanos após a decisão judicial nos EUA. As garantias recebidas estão a sustentar o entendimento de respeitar o acordo, segundo Bruxelas.
Uma votação na comissão de comércio do Parlamento Europeu pode desbloquear o acordo, embora a aprovação no plenário em março permaneça incerta. A Câmara de Comércio Americana para a UE pediu evitar escalada na disputa.
A Comissão afirmou que continuará a respeitar o acordo, esperando que os EUA façam o mesmo. Se necessário, diz que responderá de forma proporcional, mantendo-se atenta aos próximos passos.
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