- O primeiro-ministro Luís Montenegro anunciou que Portugal vai disponibilizar, em princípio, dez por cento das reservas estratégicas de petróleo para aumentar a oferta e conter os preços.
- Portugal associa-se ao acordo da Agência Internacional de Energia para libertar no conjunto dos mercados quatrocentos milhões de barris de petróleo.
- À saída das jornadas parlamentares do PSD em Caminha, Montenegro disse que o governo está alinhado com a União Europeia e outros países.
- Foi mencionado que na última reunião com parceiros europeus foi pedido explicar o mecanismo de desconto no ISP para eventual aplicação noutros países.
- O diretor-executivo da Agência Internacional de Energia, Fatih Birol, afirmou que os quatrocentos milhões de barris vão ao mercado devido ao encerramento do estreito de Ormuz; é a sexta intervenção coordenada pela agência.
Portugal vai disponibilizar 10% das reservas estratégicas de petróleo, anunciou hoje o primeiro-ministro Luís Montenegro. A medida visa aumentar a oferta e conter os preços dos combustíveis, segundo o Governo.
Portugal alinha-se com o acordo da Agência Internacional de Energia (AIE) para libertar 400 milhões de barris no conjunto dos mercados. A ação ocorre numa altura em que a organização coordena intervenções semelhantes entre os seus membros.
À saída das jornadas parlamentares do PSD, em Caminha, Montenegro sublinhou o alinhamento com a União Europeia e outros países. No discurso, destacou que o país já avalia mecanismos de desconto no ISP para aplicação em outros estados.
Segundo Fatih Birol, director-executivo da AIE, o volume de 400 milhões de barris pretende compensar o abastecimento reduzido pelo encerramento do estreito de Ormuz. A medida marca a sexta coordenação de reservas pela agência.
O estreito de Ormuz encerrado é a razão principal para a intervenção de reservas, com o objetivo de mitigar impactos sobre famílias e empresas. A iniciativa ocorre num contexto de tensões regionais entre Estados Unidos, Israel e Irã.
O anúncio decorre de uma situação política e geoeconómica que envolve várias partes, incluindo ações militares norte-americanas e iranianas na região. O objetivo é manter a estabilidade dos mercados de energia e evitar aumentos abruptos nos preços.
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