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Porsche planeia mais cortes de pessoal devido à quebra de vendas na China

Porsche planeia novos cortes de pessoal para enfrentar a quebra de vendas na China, visando manter margens e apostar em modelos acima do 911

As acções da Porsche caíram cerca de 17% desde o início do ano
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  • A Porsche planeia cortar mais empregos, além dos cerca de 3.900 já anunciados até ao final da década; a empresa emprega atualmente cerca de 40 mil pessoas.
  • O CEO Michael Leiters pretende introduzir modelos posicionados acima do 911 para aumentar os lucros, enquanto continua a racionalizar a empresa para enfrentar tarifas e o investimento necessário nos veículos elétricos.
  • A empresa prevê uma queda de receita neste ano, devido à diminuição das vendas na China, onde a concorrência local entra no segmento de luxo.
  • A Porsche vai reduzir os níveis de gestão e hierarquias, avaliando modelos acima dos desportivos de duas portas e do Cayenne para sustentar margens, com mais poupanças a anunciar no Outono.
  • A empresa propõe um dividendo de 1 euro por ação ordinária e 1,01 euros por ação preferencial, abaixo do tempero de pagamento no ano anterior.

A Porsche planeia mais cortes de pessoal após uma quebra de vendas na China. O novo CEO Michael Leiters confirmou reduções adicionais de empregos e o reforço de modelos acima do 911, para aumentar a rentabilidade. As medidas surgem no contexto de uma reformulação ambiciosa da estratégia de veículos elétricos.

A empresa já tinha anunciado, até ao final da década, uma redução de cerca de 3900 postos de trabalho; atualmente emprega perto de 40 mil pessoas. Leiters fala em racionalização contínua para enfrentar tarifas, custos e a concorrência, com mais detalhes a sair no Outono.

A China representa um desafio importante, com expectativas de queda nas vendas quase a um terço este ano, para aproximadamente 30 mil unidades, devido à pressão da concorrência local no segmento de luxo. A Porsche também enfrenta impacto da economia chinesa e da crise imobiliária no consumo de artigos de luxo.

Mudança de foco e custos

Leiters pretende reduzir níveis de gestão, simplificar hierarquias e analisar modelos com maior posicionamento, além de utilizar derivados para sustentar margens. A estratégia envolve menor investimento em pesquisa e desenvolvimento, especialmente em veículos elétricos.

A empresa vem investindo mais em modelos híbridos, acompanhando o movimento de rivais como Mercedes-Benz e BMW. As operações globais da Porsche passam por ajustes que incluíram reavaliação da carteira de concessionários na China e nos EUA.

Contexto financeiro e perspectivas

As ações da Porsche registaram queda acentuada desde o início do ano, refletindo os desafios de lucros. A margem operacional prevista para este ano é de pelo menos 5,5%, após 1,1% no ano anterior, influenciada por encargos ligados aos veículos elétricos e dificuldades de mercado.

A Porsche migra para um portfólio com mais modelos de combustão e híbridos, mantendo o foco em margens e na competitividade. A empresa indica junho como ponto-chave para alinhavar novas poupanças com os sindicatos, com detalhes a anunciar no Outono.

Contexto da empresa e mercado

A matriz, Volkswagen, já indicou necessidade de poupanças adicionais para enfrentar a concorrência chinesa e a desaceleração em várias regiões. Em 2025, a Porsche saiu do índice DAX, após reduzir previsões repetidamente. A empresa mantém planos de dividendos mais modestos este ano.

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