- Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu (BCE), afirmou que fará tudo o que for necessário para enfrentar os choques, incluindo o impacto nos preços e na energia.
- O BCE não deverá agir de forma precipitada, embora haja uma reunião agendada para a próxima semana.
- Um banqueiro central eslovaco aponta que a subida de juros pode acontecer já no primeiro semestre.
- Os mercados reagiram fortemente à escalada no Médio Oriente, com impacto nos mercados e nos custos de energia.
- O BCE disse ter espaço para agir se o conflito levar a preços mais elevados na zona euro.
O Banco Central Europeu (BCE) vai reunir-se na próxima semana, com a presidente Christine Lagarde a reiterar que fará tudo o que for necessário. A instituição não antecipa ações precipitadas, pelo menos até haver sinais consistentes de evolução macroeconómica na zona euro.
Um banqueiro central eslovaco acrescentou que a subida de juros pode ocorrer já no primeiro semestre, sinalizando perspetivas mais firmes de normalização monetária do que alguns membros defendem.
Os mercados reagiram de forma marcada à escalada do conflito no Médio Oriente, com efeitos visíveis nos preços de energia e na perceção de risco na região. Estas dinámicas influenciam as hipóteses de política monetária do BCE.
Perspetivas de política monetária
Segundo o balanço de avaliação dos responsáveis do BCE, continua a existir margem de manobra para ajustar política monetária caso o choque de energia se traduza em pressões inflacionistas mais persistentes.
A instituição mantém o foco na evolução dos preços na zona euro, avaliando fatores como custos energéticos, dados de inflação e o impacto de eventos geopolíticos na atividade económica.
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