- O Instituto Nacional de Estatística confirmou que a inflação homóloga acelerou de 1,9% para 2,1% em fevereiro de 2026.
- A subida dos alimentos foi o principal motor, com o índice de preços dos alimentos não transformados a subir de 5,8% para 6,7% em fevereiro.
- A inflação subjacente (exclui alimentos não transformados e energéticos) subiu de 1,8% para 1,9% no mesmo período.
- O índice dos preços da energia manteve-se em queda anual de 2,2% em fevereiro.
- O IHPC (harmonizado) acelerou para 2,1% em fevereiro, comparado com 1,9% em janeiro, ficando acima da média da Zona Euro.
O Instituto Nacional de Estatística (INE) confirmou que a inflação homóloga acelerou de 1,9% para 2,1% em fevereiro de 2026. O aumento deve-se sobretudo aos alimentos, que subiram quase 7% no mês. A escalada ocorre após tempestades que destruíram colheitas e perturbaram o abastecimento.
A inflação subjacente, que exclui alimentos não transformados e energéticos, passou de 1,8% para 1,9% em fevereiro. Embora acelerando, o avanço foi menos intenso do que o registado no índice global, uma referência para o BCE nas decisões de juros.
Alimentos e energia
O grupo dos alimentos não transformados avançou de 5,8% em janeiro para 6,7% em fevereiro, perto do pico de 7% do ano passado. O INE aponta para o impacto de tempestades e calamidades em vários municípios na trajetória dos preços.
Já a energia registou uma variação homóloga de -2,2% em fevereiro, mantendo-se no terreno negativo. No entanto, perspetivas de aumento nos preços da energia já se esperam com a escalada dos combustíveis a começar março.
Comparação europeia
O IHPC harmonizado acelerou, em termos homólogos, de 1,9% para 2,1% em fevereiro. O valor fica 0,2 pontos acima da estimativa do Eurostat para a Zona Euro. Sem alimentos não transformados e energia, o IHPC português subiu para 2,0%, abaixo da média da UE (2,3%).
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