- Inditex registou lucro de 6220 milhões de euros em 2025, com crescimento de 6% face a 2024.
- Vendas totais aumentaram para 39.864 milhões de euros, com o online a subir 4,8% para 10.656 milhões de euros.
- EBITDA subiu 5%, situando-se em 11.267 milhões de euros.
- O grupo encerrou 103 lojas, totalizando 5460 em todo o mundo, e investiu 1,8 mil milhões de euros num segundo centro logístico em Saragoça.
- Para 2026, prevê investir cerca de 2.300 milhões de euros, maior foco em lojas e tecnologia, e mantém lojas no Médio Oriente parcialmente afetadas por conflitos; a região representa entre quatro a cinco por cento das vendas.
Inditex, a dona da Zara, registou lucros recordes de 6,220 milhões de euros no exercício fiscal de 2025, encerrado a 31 de janeiro. A empresa espanhola confirmou também um arranque de 2026 com vendas a subir 9%, sustentando o ritmo de crescimento global.
No conjunto de 2025, os lucros cresceram 6% face ao ano anterior, marcando o quarto ano consecutivo de resultados recorde. O EBITDA reagiu com um aumento de 5%, para 11,267 milhões de euros.
As vendas totais da Inditex subiram 3,2% para 39,864 milhões de euros, com o online a avançar 4,8% para 10,656 milhões. O grupo encerrou o exercício com 5.460 lojas, 103 a menos, numa estratégia de abrir espaços maiores com maior capilaridade.
Investimentos e estratégia
Para 2026, a empresa prevê investir cerca de 2,3 mil milhões de euros, visando lojas e tecnologia, com foco também na plataforma online. No último trimestre de novembro a janeiro, as vendas totalizaram 11,69 mil milhões de euros, acima dos 11,2 mil milhões de euros do ano anterior.
Desempenho regional e desafios
Algumas lojas no Médio Oriente foram encerradas temporariamente devido ao conflito na região, o que teve impacto limitado na atualização comercial. A região representa cerca de 4 a 5% das vendas, com a Arábia Saudita a liderar o conjunto com 163 lojas, seguida por Israel (92) e Emirados Árabes Unidos (84).
Observações sobre o grupo
A Inditex é proprietária de marcas como Bershka, Pull&Bear, Oysho e Stradivarius, com sede em La Coruña, Espanha. Em termos de mercado, o grupo continua a manter posição de liderança global no retalho de moda, enfrentando a concorrência de H&M e Mango na região.
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