- A Fitch projeta défice orçamental de 0,8% do PIB em Portugal neste ano, devido à despesa com apoios às vítimas do mau tempo.
- A despesa com tempestades é considerada um gasto one-off (único) resultante do evento atmosférico.
- Existe incerteza quanto ao impacto do conflito no Médio Oriente nas contas portuguesas.
- A Fitch prevê défices pequenos para este ano e para o próximo.
- O webinar sobre perspetivas para Portugal contou com a participação de Utku Bora, diretor associado de ratings soberanos.
A Fitch projeta um défice orçamental de 0,8% do PIB para este ano em Portugal, em parte devido às medidas de apoio às vítimas de tempestades. A previsão resulta de uma perspetiva apresentada num webinar realizado nesta quarta-feira.
O analista Utku Bora, diretor associado de ratings soberanos da Fitch, informou que a agência antecipa défices modestos para este ano e para o próximo, mantendo uma leitura de equilíbrio entre receitas e despesas.
A despesa com as tempestades é descrita pela Fitch como um gasto one-off, ou seja, um custo único associado ao evento extremo. Este fator explica parte da pressão sobre o défice este ano.
Há ainda incerteza relativamente ao impacto do conflito no Médio Oriente nas contas públicas portuguesas, que pode influenciar cenários económicos e fiscais futuros. A Fitch acompanha tais evoluções na sua avaliação.
A agência mantém a leitura de défices pequenos, condicionada pela evolução econômica, políticas públicas e choques externos, incluindo as consequências de eventos climáticos e geopolíticos.
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