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IEA avalia prós e contras de libertar reservas estratégicas de petróleo

G7 solicita à Agência Internacional de Energia avaliação dos prós e contras da libertação das reservas estratégicas para estabilizar preços e abastecimento

Fatih Birol, director executivo da Agência Internacional de Energia
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  • Os ministros do G7 pediram à Agência Internacional de Energia para avaliar os prós e contras de uma libertação coordenada das reservas estratégicas de petróleo.
  • O objetivo é estabilizar os mercados e assegurar o abastecimento, numa altura em que o petróleo já subiu cerca de quarenta por cento desde o início da ofensiva entre Estados Unidos e Israel contra o Irão.
  • Fatih Birol, director executivo da AIE, confirmou a convocação de uma reunião extraordinária para avaliar a segurança do aprovisionamento e as condições de mercado.
  • Na UE, o comissário da Energia reafirmou que a Europa não tem problemas de abastecimento imediato, mas que o bloco acompanha a situação para reagir com medidas de emergência se necessário.
  • Representantes europeus destacaram a necessidade de respostas temporárias e dirigidas, com foco na transição energética e na redução da dependência dos combustíveis fósseis.

O G7 pediu hoje à Agência Internacional de Energia (AIE) uma avaliação dos prós e contras de libertar, em coordenação, as reservas estratégicas de petróleo. A medida surge na sequência de uma subida de preços que já supera 40% desde o início da ofensiva militar entre Estados Unidos e aliados contra o Irão. A finalidade é estabilizar os mercados e assegurar o abastecimento.

Os ministros reuniram-se por videoconferência para discutir o impacto da escalada no Médio Oriente sobre energia. Participaram governos do G7, incluindo França, que detém a presidência, e representantes da União Europeia. A AIE deverá apresentar cenários para uma possível libertação das reservas de emergência.

Fatih Birol, diretor executivo da AIE, confirmou a convocação de uma reunião extraordinária para avaliar a segurança do aprovisionamento e as condições de mercado. O objetivo é fundamentar uma decisão sobre disponibilizar as reservas de emergência dos países-membros da agência, se necessário.

Em Estrasburgo, o comissário europeu da Energia e Habitação afirmou que, por now, a Europa não enfrenta problemas de abastecimento, mas reconheceu maior complexidade para parceiros do G7. A UE continua a monitorizar a situação e prepara respostas se surgirem sinais de escassez.

Valdis Dombrovskis, comissário da Economia, reiterou que alguns Estados-membros ponderam medidas fiscais em linha com recomendações da UE para reduzir o impacto dos preços da eletricidade e do gás. Foi sublinhado que tais medidas devem ser direcionadas e temporárias para não comprometer a sustentabilidade orçamental.

A reunião informal de líderes da UE, chamada por motivos de competitividade, envolveu o chanceler alemão, o primeiro-ministro belga e a chefe do Governo italiano, entre outros. O objetivo é preparar o Conselho Europeu da próxima semana e discutir respostas políticas à crise energética.

Teresa Ribeira, vice-presidente executiva da Comissão, ressaltou a necessidade de acelerar a transição energética. Defendeu que a solução passa pela independência energética baseada em fontes sustentáveis, mantendo o foco na estabilidade económica e na competitividade da UE.

Justa e Competitiva, responsável pela Transição Limpa, frisou as consequências negativas da volatilidade dos mercados de petróleo e gás. Mantiveram-se, contudo, as garantias de que a estratégia da UE não prevê alterações à estratégia de descarbonização, independentemente da guerra no Irão.

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