- O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou estar atento aos riscos económicos da guerra no Médio Oriente, devido à subida dos preços dos hidrocarbonetos.
- Starmer disse que quanto mais durar o conflito, maior o risco para a economia, para a vida das pessoas e para as empresas, numa visita a um centro comunitário em Londres.
- A ministra das Finanças, Rachel Reeves, está em contacto diário com o Banco de Inglaterra para manter a economia à frente, com o teto para os preços da energia em vigor até junho a proteger os consumidores a curto prazo.
- Reeves participa numa reunião dos ministros das Finanças do G7, que pode decidir recorrer às reservas estratégicas de petróleo para atenuar a subida do preço do barril.
- Starmer afirmou que a economia britânica está mais resiliente do que no início da guerra na Ucrânia e referiu que as decisões sobre o interesse do Reino Unido são da competência do primeiro-ministro; destacou ainda a relação com a Casa Branca.
O governo britânico está atento aos riscos económicos do conflito no Médio Oriente, em consequência da subida acentuada dos preços dos hidrocarbonetos. Keir Starmer, em visita a um centro comunitário em Londres, afirmou essa preocupação, já que a guerra entra no décimo dia.
Sublinham-se impactos na economia e no dia a dia das empresas. O primeiro-ministro indicou que a duração do conflito pode agravar o custo de energia, afetando consumidores e negócios a curto prazo.
A ministra das Finanças, Rachel Reeves, está em contacto diário com o Banco de Inglaterra para manter a equipa um passo à frente. O objetivo é mitigar cuidados com o preço máximo da energia vigente até junho.
Riscos económicos
Reeves participa hoje numa reunião de ministros das Finanças do G7, com perspetivas de considerar o uso de reservas estratégicas de petróleo para estabilizar o preço do barril.
Starmer destacou que a economia e as finanças do Reino Unido apresentam mais resiliência do que no início da guerra na Ucrânia, que também provocou aumentos de energia em 2022.
As conversas com os homólogos americanos decorrem a todos os níveis, segundo o chefe do executivo. O porta-voz afirmou que as decisões sobre o interesse nacional cabem ao governo britânico.
Contexto internacional
No âmbito do conflito, EUA e Israel lançaram operações recentes contra o Irão, com consequências regionais diversas. O Irão tem respondido com retaliações a alvos na região e com incidentes em vários países.
Desde o início do conflito registaram-se mais de mil mortos, maioritariamente entre os iranianos, segundo relatos de monitorização internacionais. O cenário geopolítico mantém-se volátil e em evolução.
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