- A União Europeia registou queda do desemprego em quase todos os grupos etários, salvo os jovens; o desemprego de longa duração atingiu o nível mais baixo de que há registo.
- Em Portugal, a taxa de desemprego em janeiro de 2025 foi de 6,2%, o valor mais baixo desde outubro de 2022.
- A França perdeu um terço dos empregos na indústria automóvel, passando de 425.500 em 2010 para 286.800 em 2023.
- Existem mais de um milhão de vagas na Alemanha, 750.000 no Reino Unido e 500.000 na França. A Euronews Business analisa as taxas e números por país na UE.
- Na Alemanha, um novo regime de apoio ao rendimento mínimo prevê cortes em benefícios para quem falha consultas, com menos 150 euros por mês a partir da segunda consulta.
Vários setores da União Europeia enfrentaram dificuldades para preencher vagas após a Covid-19, enquanto outros viram a taxa de vagas estabilizar. A situação varia significativamente entre Estados-membros e indústrias, refletindo mudanças estruturais no mercado de trabalho.
Em França, a produção automóvel registou uma quebra acentuada: empregos no setor passaram de 425 500 em 2010 para 286 800 em 2023, uma redução de 139 000 postos a tempo inteiro, equivalente a 33%. Este recuo contrasta com outras dinâmicas económicas actuais no bloco.
Em Itália, dados de novembro indicam dinamismo misto: menos trabalhadores ativos e menos desempregados, mas mais pessoas a deixar de procurar emprego. O saldo anual mantém-se favorável devido aos contratos permanentes.
Desempenho por país e setor
No Reino Unido, janeiro revela tendências distintas face a outros países europeus: pode haver maior dificuldade na transição de carreira, mesmo em época tradicionalmente de mudanças no mercado de trabalho.
Na Alemanha, o novo regime de apoio ao rendimento mínimo pode afetar cerca de 5,3 milhões de beneficiários, com cortes de 150 euros mensais a partir da segunda falha em consultas. O objetivo é simplificar o acesso a apoios.
Desemprego de longa duração e emprego total
Dados da UE mostram que o desemprego de longa duração permanece mais elevado em países do Sul e na França, afetando especialmente migrantes, pessoas com deficiência, jovens e menos habilitados. No entanto, o registo aponta que o desemprego de longa duração atingiu o nível mais baixo de sempre na UE.
Em termos de emprego, o fim do ano passado trouxe números históricos: a taxa de emprego atingiu o melhor nível em décadas, com o desemprego em descida significativa em vários Estados-membros.
Mobilidade e oportunidades transfronteiriças
Iniciativas da UE promovem a mobilidade laboral, com foco em trabalhadores transfronteiriços. Projetos que conectam atletas e recrutadores ajudam a superar barreiras de fronteira, indo além do currículo tradicional.
Visão geral dos sinais de mercado
Diversos países registam grandes números de vagas disponíveis: a Alemanha lidera com mais de um milhão de vagas, seguida pelo Reino Unido e pela França. A Euronews Business analisa o panorama detalhado, destacando convergências e dissonâncias regionais.
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