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Conflito com o Irão leva companhias aéreas a forte queda

Guerra no Médio Oriente provoca queda de ações de companhias aéreas e subida de combustíveis, com potenciais aumentos de passagens e menor procura

Muitos dos aviões da Emirates ainda estão em terra por causa do conflito no Médio Oriente
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  • As ações das companhias aéreas caíram devido ao aumento do preço dos combustíveis, impulsionado pela guerra entre EUA/Israel e Irão.
  • A subida dos combustíveis pode levar ao aumento do preço das passagens, reduzindo a procura, especialmente para lazer e viagens de negócios.
  • O encerramento do espaço aéreo na região do Médio Oriente aumenta distâncias e custos em voos de longa distância.
  • Na Ásia, a Korean Airlines caiu 8,6%, com voos Seul-Londres para o dia 11 a custar 4.359 dólares, frente a 564 dólares sete dias antes.
  • Em termos europeus, Air France–KLM caiu 3,87%, Lufthansa 6,38% e IAG 5,7%, com quedas médias desde o início do conflito próximo de 20%; a TAP continua em processo de privatização.

Os preços dos combustíveis sobem em resposta à escalada de tensão entre EUA, Israel e Irão, e as companhias aéreas enfrentam forte pressão na bolsa. A guerra ampliou a incerteza no espaço aéreo do Médio Oriente, levando a interrupções de rotas e a distâncias maiores em voos de longa distância. O efeito não poupa o jet fuel, cujo custo tem sido um fator determinante para as tarifas.

As ações de companhias aéreas em bolsa caíram na sequência da subida dos custos operacionais, com reflexos globais. Em Ásia, a Korean Air registrou uma queda de 8,6%. Um voo direto Seul-Londres, programado para o dia 11, passou a custar 4359 dólares em comparação com 564 dólares há uma semana, segundo dados da Google Flights citados pela Reuters. A Emirates também reduziu voos, aumentando a pressão competitiva entre operadoras.

No conjunto europeu, a reação foi marcada pela desvalorização de várias GALP: Air France-KLM (-3,87%), Lufthansa (-6,38%) e IAG (-5,7%). A desvalorização acumulada desde o início do conflito aproxima-se dos 20%. O sector enfrenta, ainda, o contexto de privatização da TAP, com impactos ainda incertos sobre custos e rotas. Em termos, o peso dos combustíveis é um elemento decisivo nas contas das empresas.

Impacto financeiro e operatório

A subida do preço dos combustíveis pode restringir a procura por viagens, sobretudo de lazer, e levar empresas a cortar viagens de negócios. Analistas referem que o custo por litro ou por tonelada de combustível pode disparar margens, mesmo para companhias que já se cobriram parcialmente. O efeito na rentabilidade varia conforme a composição de custos e a carteira de rotas.

Impacto específico da TAP

Na TAP, os combustíveis representaram 24% dos custos operacionais nos primeiros nove meses de 2025, acima de 22,5% relativos ao pessoal. Em 2024, o peso dos combustíveis tinha sido de 27%, altura em que a companhia beneficiou de preços mais baixos. A perspetiva depende da continuidade do agravamento dos preços do petróleo e das medidas de gestão.

Contexto regional e cenários

A instabilidade no Médio Oriente mantém-se uma fonte de incerteza para o mercado de aviação, com impactos em preços de bilhetes, volumes de passageiros e planos de expansão. Enquanto alguns actores podem ajustar operações e concentrar-se em rotas mais rentáveis, o esforço pode não evitar impactos moderados a significativos nos lucros trimestrais.

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