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APED alerta: espaço para acomodar choques abruptos é limitado

Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) alerta que o retalho não tem margem para absorver custos da cadeia de abastecimento, antecipando subida de preços aos consumidores

Preço de bens, sobretudo alimentares, deverá subir com guerra no Médio Oriente, tal a importância de fertilizantes e transportes
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  • A Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) alerta que as margens no retalho são curtas e não há capacidade para absorver integralmente o aumento de custos ao longo da cadeia de valor.
  • O encarecimento da energia e, neste caso, de fertilizantes, tende a repercutir no preço dos bens, especialmente os alimentares, segundo a APED.
  • O setor teme prolongamento ou agravamento do conflito, impactos nos mercados de energia e matérias-primas, transporte e cadeias de abastecimento, com possível choque inflacionista.
  • A APED aponta margens do retalho alimentar entre 2% e 3%, o que torna difícil gerir o desempenho sem repassar custos aos consumidores.
  • O Governo anunciou apenas a redução do Imposto sobre osProdutos Petrolíferos (ISP) aplicável aos combustíveis; por enquanto, acompanha a situação mundial antes de decidir novas medidas.

A APED alerta que o espaço para absorver choques abruptos na cadeia de abastecimento é muito limitado. A associação diz que não há margem para acomodar o aumento dos custos ao longo de toda a cadeia, especialmente no retalho alimentar.

Segundo a APED, margens do setor se mantêm entre 2% e 3%, o que torna difícil absorver pressões de custos desde fertilizantes até energia. O aumento repentino de energia pode refletir-se nos preços finais dos bens, particularmente dos alimentares.

A war no Médio Oriente já empurra o petróleo acima de 100 dólares e pressiona o gás natural, o que aumenta as preocupações com inflação e custos logísticos. A APED reforça que, se o espaço aéreo, as rotas marítimas e a navegação ficarem restritos, os custos da distribuição sobem ainda mais.

A associação cita impactos potenciais na energia, matérias-primas e transporte, que podem provocar um choque inflacionista ao longo da cadeia. O efeito previsto é transmissão de custos para os consumidores.

A APED, liderada por Gonçalo Lobo Xavier, sublinha que o setor vai apostar em eficiência, logística e digitalização para mitigar impactos. Não define um caminho único, apenas aponta tendências de gestão para as empresas.

O Governo já adotou medidas limitadas, incluindo a redução do ISP sobre combustíveis. O primeiro-ministro, Luís Montenegro, afirmou que monitorizava a situação mundial antes de decidir novas ações, em coordenação com outros países.

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