- Quase quatro décadas de trabalho culminam no livro Anima Luminária, coautoria do fotógrafo Paulo Gaspar Ferreira e da fotógrafa Luciana Bignardi.
- O projeto começou quase sozinho e tornou-se, com o tempo, numa parceria que acabou por editar-se recentemente.
- O livro, editado na última semana, reúne fotografias de clarabóias da cidade do Porto, sobretudo de casas burguesas do século XIX.
- O título destaca que existem “milhares” de clarabóias na cidade, muitas das quais ficaram reduzidas pela atual reabilitação patrimonial orientada ao turismo.
- O conjunto de imagens mostra uma faceta pouco comum do património portuense, ampliando o registo de clarabóias registadas pela dupla de fotógrafos.
Fotografias de clarabóias no Porto ganham forma num livro que junta quase 40 anos de trabalho. O projeto começou com o fotógrafo Paulo Gaspar Ferreira e ganhou a parceria da fotógrafa Luciana Bignardi, reforçada ao longo do tempo.
O livro Anima Luminária reúne imagens da cidade do Porto, captadas a partir de clarabóias de casas do século XIX e de outros locais. O conjunto nasceu de um projeto pessoal que, com o tempo, evoluiu para uma obra a duas mãos e, recentemente, foi editada.
Publicado na última semana, o volume mostra milhares de clarabóias identificadas no território portuense. Segundo os autores, a diversidade existente sofreu uma redução nos últimos anos, na sequência de intervenções de reabilitação de património voltadas ao turismo.
Anima Luminária: contexto e alcance
As fotografias destacam uma forma de património que, segundo os criadores, não se encontra facilmente noutros lugares pela sua multiplicidade e perspetiva vertical. O projeto percorre a cidade, mantendo o foco na relação entre arquitetura e luz.
A obra pretende preservar uma visão específica do Porto, marcada pela estética das clarabóias de vidro, metal e madeira. O livro oferece um registo que procura equilíbrio entre enfoque documental e olhar artístico.
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