- O Novo Banco registou lucros de 828,1 milhões de euros em 2025, mais 11,2% face a 2024, o maior desde a criação.
- A venda ao grupo francês BPCE ficou acordada, com pagamento de 6,4 mil milhões de euros aos acionistas (Lone Star com 75% e Estado com 25%).
- A margem financeira caiu 7% para 1.097,1 milhões; as comissões subiram 9,5% para 353,6 milhões.
- Resultados de operações financeiras duplicaram para 42,2 milhões, e outros resultados de exploração aproximaram-se do duplicar, para 76,9 milhões, incluindo a devolução da Contribuição Adicional de Solidariedade.
- O banco reduziu a força de trabalho para 4.081 pessoas (menos 114) e a rede de balcões ficou em 289 (menos 1).
O Novo Banco registou lucros de 828,1 milhões de euros em 2025, acima em 11,2% face a 2024. O resultado é o mais elevado desde a criação, segundo comunicado ao mercado divulgado na sexta-feira.
Mark Bourke, presidente executivo, afirmou que o banco consolidou uma trajetória de crescimento sustentável e que 2025 marcou resultados históricos, reforçando o percurso da instituição.
A margem financeira caiu 7% para 1.097,1 milhões de euros, em virtude de taxas de juro mais baixas. As comissões subiram 9,5% para 353,6 milhões. Operações financeiras duplicaram para 42,2 milhões, e outros resultados de exploração quase duplicaram para 76,9 milhões.
As imparidades e provisões diminuíram 31% para 129,8 milhões de euros, contribuindo para o resultado anual. O Novo Banco foi criado em 2014 na sequência da resolução do BES e foi vendido ao grupo francês BPCE no ano passado.
Venda a BPCE e condições
O acordo prevê a venda por 6,4 mil milhões de euros aos acionistas. O fundo Lone Star, detentor de 75% do banco, recebe 4,8 mil milhões, e o Estado português, com 25%, fica com 1,6 mil milhões. A conclusão da transação está prevista para o primeiro semestre deste ano.
Estrutura e impactos operacionais
Desde a assunção de Mark Bourke, em agosto de 2022, não houve conferência de imprensa de apresentação de resultados. O Novo Banco não faz apresentações públicas de contas.
Em 2025, o banco reduziu 115 trabalhadores, mantendo 4.081 empregos no grupo ao final do ano, menos 114 face a 2024. O número de balcões diminuiu para 289, uma redução de um unidade em relação ao ano anterior.
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