- Os empregadores dos EUA cortaram 92 mil empregos em fevereiro, e a taxa de desemprego subiu para 4,4%.
- Em janeiro foram criados 126 mil empregos; as revisões reduziram 69 mil empregos de dezembro e janeiro.
- O salário médio por hora aumentou 0,4% face a janeiro e 3,8% em relação a há um ano.
- Principais cortes setoriais: construção civil (-11 mil), saúde (-28 mil), indústria (-12 mil), restaurantes e bares (-29 mil), serviços administrativos (-19 mil) e correio/mensageiros (-17 mil); finanças criaram 10 mil empregos.
- Economistas destacam incerteza devido à guerra com o Irão e às pressões inflacionárias, o que complica a atuação da Reserva Federal.
O mercado de trabalho dos EUA encerrou o mês de fevereiro com uma variação inesperada: o emprego caiu em 92 mil vagas, segundo dados do Departamento do Trabalho. A taxa de desemprego subiu para 4,4%, sinal de fraca criação de empregos frente a janeiro.
Segundo a mesma leitura, as contratações em fevereiro recuaram face a janeiro, quando foram criadas 126 mil vagas. As revisões também diminuíram 69 mil empregos entre dezembro e janeiro. Economistas consultados pela Associated Press previam ganho de 60 mil postos.
A leitura aponta que o relatório reforça a pressão sobre a economia, com incertezas associadas à conjuntura geopolítica e aos custos para empresas e consumidores.
Impacto no emprego e números
As variações por setor mostraram impactos diferenciados. Construção cortou 11 mil empregos, possivelmente devido ao frio. Saúde reduziu 28 mil postos após greve de mais de 30 mil profissionais na Califórnia e no Havai.
Indústrias como manufatura cortaram 12 mil vagas, marcando queda em 14 dos últimos 15 meses. Sector de serviços de alimentação perdeu quase 30 mil empregos, e serviços administrativos e de apoio removeram quase 19 mil postos.
O setor financeiro mostrou ganho de 10 mil empregos, porém o ritmo de cortes persiste em várias áreas. O salário médio por hora subiu 0,4% em relação a janeiro e 3,8% face a fevereiro de 2025.
Perspectivas e contexto económico
A leitura ocorre num momento de incerteza agravada pela guerra com o Irão, que elevou o preço do petróleo e aumentou custos para empresas e famílias. A composição entre contratações fracas e inflação elevada complica a atuação da Reserva Federal.
Especialistas destacam que a política monetária pode ficar mais sensível a choques externos, com a possibilidade de decisão sobre cortes de juros ainda pendente de evolução da inflação e do mercado de trabalho.
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