- A circulação ferroviária na Linha do Douro, entre a Régua e o Pocinho, mantém-se suspensa desde novembro de 2025, afetando a economia de Torre de Moncorvo.
- O presidente da Câmara, José Meneses, diz que a linha é um ativo estratégico para o turismo nacional e para a economia do Douro Superior.
- O fim da ligação tem impactos diretos nos restaurantes, taxis, operadores turísticos e empresas de animação que dependem do fluxo de visitantes durante a época das amendoeiras em flor.
- O autarca acusa um “problema estrutural do país” e sublinha a necessidade de coesão territorial e justiça económica, citando a persistência de uma Portugal a duas velocidades.
- Apesar do anúncio de 165 milhões de euros para modernização e eletrificação da Linha do Douro, Meneses afirma que modernizar não pode significar meses sem uma das principais ligações ferroviárias.
O presidente da Câmara de Torre de Moncorvo, José Meneses, criticou a suspensão da circulação na Linha do Douro, entre Régua e Pocinho, desde novembro de 2025, destacando impactos económicos no concelho.
A linha é vista como infraestrutura estruturante para a economia do Douro Superior e como ativo estratégico para o turismo nacional, especialmente durante a época das amendoeiras em flor, quando o comboio liga o Porto ao Pocinho.
O autarca explicou que a interrupção atinge restaurantes, táxis e operadores locais, bem como agentes turísticos, guias e empresas de animação, refletindo as pequenas economias locais dependentes do turismo ferroviário.
Meneses afirmou que a situação evidencia um problema estrutural em Portugal, associando-a a uma Portugal a duas velocidades e à falta de coesão territorial no Douro Superior.
Apesar do anúncio de um investimento de 165 milhões de euros para modernização e eletrificação da Linha do Douro, o edil sustenta que a modernização não pode significar meses sem uma ligação principal, sobretudo com constrangimentos operacionais.
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