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Economia desacelera no 1º trimestre, aponta barómetro CIP/ISEG

Barómetro CIP/ISEG antecipa abrandamento no primeiro trimestre e crescimento de 1,8% a 2,2% em 2026, sustentado pelo emprego e pelos fundos PRR, com impactos climáticos e no transporte

Dinheiro
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  • O Barómetro de Conjuntura Económica CIP/ISEG aponta que o abrandamento da economia portuguesa no primeiro trimestre de 2026 é inevitável, com crescimento em cadeia mais fraco face a trimestres anteriores.
  • A projeção para o conjunto de 2026 está entre 1,8% e 2,2%, ligeiramente acima de zero, mas abaixo do ritmo do último trimestre de 2025 (0,9%).
  • O diretor-geral da CIP, Rafael Alves Rocha, aponta moderação nos setores da produção industrial, serviços e retalho, agravada por interrupções na atividade em várias indústrias e explorações agropecuárias devido a eventos climáticos extremos.
  • Expecta-se que a procura interna se mantenha apoiada pela evolução do mercado de trabalho positivo e pela execução dos fundos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
  • O Governo projeta um crescimento de 2,3% para 2026 no Orçamento do Estado, e o barómetro alerta para os impactos do conflito entre os EUA, Israel e o Irão nos preços dos combustíveis e nos custos de transporte, incluindo o transporte marítimo.

O abrandamento da economia portuguesa no primeiro trimestre é considerado inevitável, segundo o Barómetro de Conjuntura Económica CIP/ISEG. A previsão aponta para um crescimento para o total do ano entre 1,8% e 2,2%. O barómetro foi divulgado na sexta-feira e mostra um Q1 2026 mais moderado face ao 0,9% registado no último trimestre de 2025.

Rafael Alves Rocha, diretor-geral da CIP, afirma que a moderação persiste nos setores da produção industrial, serviços e retalho, agravada pela interrupção de atividade em várias indústrias e explorações agropecuárias devido a eventos climáticos extremos. Em contrapartida, o mercado de trabalho tem evoluído positivamente e os fundos PRR devem sustentar a procura interna.

Perspetivas para 2026

Para o conjunto de 2026, o CIP/ISEG mantém a previsão de crescimento entre 1,8% e 2,2%. O Governo projeta, no Orçamento do Estado para 2026, um crescimento de 2,3% para o ano. O barómetro também alerta para os impactos do conflito entre os EUA, Israel e o Irão, nos preços dos combustíveis e nos custos de transporte mundial, especialmente no transporte marítimo.

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